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domingo, 17 de abril de 2016

RESTAURANT WEEK 2016 - ARABIA


  OPÇÃO HONESTA E CORRETA  




Nunca deixo de passar por Arabia nos restaurant week, alem de ser um dos meus restaurantes prediletos fora dele.
Nesta ocasiáo, mesmo sem brilhar, mostrou identidade, respeito a sua cozinha e principalmente uma muito boa opção de almoço.


As limitações impostas pelo festival redundaram num kibe cru mais diminuto, bem mais do que acostuma ser a porção normal.



Porem o homus com awarma resultou contundente, em porção generosa e saboroso.



Nos principais tanto a kafta com batata libanesa quanto o hamburguer de falafel foram corretos, não brilharam como sempre, mas aqui cabe uma explicação culinária importante: não é possível pedir um nível de excelência gourmet num festival destes, onde todo mundo chega para comer no mesmo horário e onde as opções se reduzem a três por passo.


Deduzo que a kafta (foto da capa) já estava marcada o selada pela cozinha, o purê de batata pre feito e o hamburger de falafel não tive a crocancia habitual, aquela dos bolinhos que acostumo comer fora do week, mas é entendível que essa queda no patamar de excelência que o Arábia geralmente entrega.

 O correto crepe de chocolate amargo (ataif) com coulis de tamarindo fechou de bom jeito o almoço.


 Em definitiva, ARABIA continua sendo uma referencia da cozinha árabe na cidade....agora aqueles que o conhecemos fora do festival sentimos (e entendemos) uma diferencia do sabor habitual.

Igualmente recomendável.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

SÃO PAULO RESTAURANT WEEK 2016 - ALL SEASONS

  VENTOS DE CAMBIO  

 

All Seasons sempre foi um dos meus prediletos em cada uma das edições do SPRW pois sempre se mostrou como uma opção gourmet, fazendo maravilhas com o limite imposto pelo festival referente ao valor total da refeição a ser cobrada.

Desta vez as sensações foram diferentes, talvez não tenham perdido essa elegância visual, a forma de apresentar o prato, mas alguns sabores e principalmente os tamanhos deles deixaram e muito a desejar.

A primeira sensação inicial foi de desilusão por saber que o grande Chef suiço, Christophe já não esta mais no comando do restaurante...mas ao mesmo tempo serviria para determinar e avaliar ao restaurante sob os novos chefes, aparentemente os dirigidos anteriormente por Christophe.

Começamos e muito bem com a entrada um saboroso cous-cous com abundantes frutos do mar (foto de capa); sabor marcante, bem apresentado....talvez um pouco mais de cous-cous (o que não representaria um costo elevado) tivesse fechado com chave de ouro, mas um começo bem promissor.


Quando os principais chegaram a desilusão (segunda já) tomou conta da mesa: Meu crocante de pato com legumes e risoto de aspargos parecia uma entrada.
Peço para vocês prestarem atenção para a foto, fixem a vista no importante do prato, não naquelas assinaturas que os chefes modernos acostumam fazer com o molho; tirem mentalmente a cestinha que envolve ao risoto e aí descobrirão que o prato principal é na verdade só uma amostra dele.
O crocante de pato com legumes eram dois rolinhos diminutos, saborosos sim, mas inapresentáveis e inconsistentes como prato principal.
O risoto estava delicioso,  cremoso, no ponto, bem sucedido, mas em quantidade inaceitável



O Filé de Cod Fish em crosta de azeitona, numa quantidade apenas mais generosa não sobressaiu nem tirou suspiro nenhum na mesa, de fato a crosta de azeitona preta invadiu o prato deixando ao peixe num segundo plano



A sobremesa acalmou a irritação provocada pelos principais e deixou um mini sorriso no rosto; porção surpreendentemente generosa e bem lograda. A patisserie sempre foi um carro forte da casa e não desapontou nem um pouco: um mil folhas de manga com chiboust de bacardi realmente gostoso: massa deliciosa, crocante com uma manga suave e cremosa.


Empolgou menos o duo de goiabada e mascarpone com sorvete de lichia.
A goiabada levada ao outro plano, mais suave e cremosa perdeu impacto e sabor e o mascarpone não tinha esse sabor marcante esperado.


Minhas sensações finais, alem do bom atendimento do maitre e dos garçons foi de insatisfação.
Descuido e grande nas proporções de cada um dos pratos gerou um mal-estar serio nas mesas, não só na minha.
O problema parece mais ser de gerenciamento do que de costos, atento a que dobrar o tamanho do risoto e/o do cous-cous no deveria representar um valor alto...e caso fosse só bastaria diminuir o tamanho da sobremesa para acrescentar os dois pratos que a antecedem.

Christophe foi embora, e seus discípulos aparentam ter o jeito de cozinhar bem, só que as proporções não podem ser um assunto menor numa refeição.
Não saí com fome, mas não saí satisfeito, e isso para mim é um divisor de águas na hora de repetir um restaurante.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SÃO PAULO RESTAURANT WEEK 2015 - ARABIA

ALMOÇO BACANA - JANTAR SEM LUZES


Arábia sempre foi um dos meus prediletos na hora de sair jantar fora, seja ou não no week; sempre admirei e elogiei a proposta deles no em cada uma das edições do Restaurant Week caprichando nos pratos e entregando algo a mais, se diferenciando do resto dos restaurantes participantes de festival.

O almoço continua valendo a pena, delicioso falafel  (foto de capa) como opção de entrada, ou mesmo o hommus para matar a cestinha de pães árabes que Arabia faz questão de manter em todas as edições sem custo extra.

Nos principais o mahlouba ganhou com fôlego do michui de carne, só correto.










Na sobremesa fomos sem pestanejar na mousse de chocolate com pistache, claramente a melhor escolha.
Conclusões finais: Pelo preço de 41,90 a RPQ foi muito bom, mas ainda que o atendimento continua primoroso, dos maitres a cada um dos garçons muito bem treinados.











Já no jantar a historia muda e muito, infelizmente.
Irônico porque o menu e 11 reais mais caro, mas nesta edição ele acaba entregando menos por um valor mais alto, o que não faz sentido nenhum.


As entradas nem parecem do restaurante que tantas vezes elogiei e sugeri no Restaurant Week e fora dele:

Um tomate recheio fraco, sem estar corretamente oco, pelo que é acaba virando um tomate "meio" recheio.
O recheio em si próprio deixou a desejar, a pasta de alho e o arak não luziram...entrada bem esquecível.














A outra não melhorou muito a situação: o "Fatti de espargos" eram trés espargos com um toque de coalhada seca, e algumas fatias crocantes do pão árabe, que só serve para decorar o prato, pois o mesmo pão é servido na cestinha acima da mesa; comigo não funcionou.




Nos principais a coisa melhorou: claramente o vencedor da noite foi a berinjela vegetariana, saborosa, molho de tomate no seu ponto sem acidez, a ricota gostosa, e uma boa mozarela gratinando o prato.

Teria sido uma entrada sublime. perfeita, mais como principal achei a porção um tanto pequena.












O tajine de carne, a minha pedida, não tinha o brilho que eu espero dum dos meus restaurantes favoritos.
Os quatro dados de carne se perdiam na imensidade do cous cous.






Surpreenderam as sobremesas, pois considerando o tamanho das porções dos pratos, ninguém poderia imaginar uma sobremesa em tamanho GG.

Saborosíssima e generosa cheese cake com compota de damascos e boa torta de chocolate também em porcão grande, pelo que resulta claro que as derrapadas na confecção do menu desta edição não se vinculam a restrição do preço final estabelecido pelo festival; se fosse assim, os tamanhos das sobremesas poderiam ser cortados pela metade, abaratando os custos do terceiro passo num 50%.

Conclusões finais: sobrou sobremesa, faltou entrada, principais que poderiam ser entradas...fiquei com uma sensação estranha, quase como não reconhecendo na janta um do meus restaurantes preferidos.

Arabia 
Rua Haddock Lobo, 1397

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

SÃO PAULO RESTAURANT WEEK 2015: ALL SEASONS

 HONESTIDADE INQUESTIONÁVEL  




 All Seasons  sempre é um porto seguro na difícil hora de escolher um restaurante no festival do week e  nunca sair defraudado.
Nestas duas semanas que dura o festival sempre a oferta é vasta,  mas muitas vezes é enganosa, e o publico paga o que acredita ser entrada , principal e sobremesa, e no final das contas e recebendo um absurdo mix de folhas no início, e uma ridícula fruta de estação como sobremesa.

No ALL SEASONS, em cada uma das edições do Restaurant Week, sempre encontrei pratos que levam a firma do seu criador, o chef Christophe Besse.
As vezes os pratos som memoráveis, em outras nem tanto, mas nunca existe, mesmo com as restrições que impõe um preço fixo econômico de 52,90 o pensamento pequeno do clássico empresario  paulista cobiçado.
Uma minoria, como Christophe, aposta pela qualidade, acreditando no Week como uma vitrine e que os benefícios se dão no médio prazo.

Por isso aqui nunca encontro uma entrada meia boca, nesta edição do restaurant Week optei pela creme de abobora com frutos do mar, uma deliciosa creme bem temperada mas com a estrela do prato no seu interior: mexilhões, camarão, peixe e champignons 






Entrada boa, farta, suculenta...fiquei curioso com a outra, um folhado de codorna impactante visualmente quando passou pelas outras messas, que pedirei na próxima visita já agendada.
Esta entrada chega a mesa só com os ingredientes que vão dentro da creme, e ela é servida na vista do cliente, bom detalhe.

Nos principais amei o risoto de cevada (foto de capa), um grão duro mais que cozinhado por quase uma hora pelo Christophe consegue um ponto macio, cremoso.
Palmito pupunha, shitake, uva passa, tiras de frango com um toque de paprica; uma elegante cenoura crocante completava o visual do prato.
Prato de ingredientes em conta, mas que perfeitamente executados viram um prato de alta cozinha.




O outro, um salmão em dois pontos de cozimento diferentes com ravioli de champignons e salada de funcho causou uma impressão menor no meu caso, mas não na minha esposa, que o preferiu por sobre o risoto.


Nas sobremesas novas criações do Christophe:
A "déclinason" sobre o açafrão mostrou a criatividade do chef na sua máxima expressão.Todas as texturas na mesma sobremesa; O perfume do açafrão em um creme brulee, num sorvete e num abacaxi marinhado
Cada elemento nesta sobremesa tinha um porque, nada estava por acaso, mesmo o abacaxi, imprescindível para refrescar o paladar após duma colherada de creme brulee.
Esta sobremesa seriam três em outros restaurantes, aí o grande diferencial que eu encontro no All Seasons em cada edição.


O outro entusiasmou menos, um éclair com chocolate e morango com açúcar de confeiteiro e dadinhos de fruta.



 Proposta corretíssima, generosa, que mesmo não provocando gemidos como em outras oportunidades, confirmou mais uma vez a criatividade e a mão do chef para apresentar um menu com a sua assinatura limitado pelo valor do festival...parabéns!!

Obs: na nossa segunda visita o folhado de codorna mencionado acima cumpriu todas as expetativas, carnudo, com um molho adocicado na medida justa e crocantinho,  apos ter sido puxado num bom azeite...mais um acerto deste chefe Suiço de quem sou fã ha un tempo.



Restaurante All Seasons
Alameda Santos, 85

















quinta-feira, 16 de abril de 2015

SPRW - ARABIA

ARABIA 
ALTOS E BAIXOS 


A proposta e o espirito com o qual Arabia encarou e encara sempre os week é inquestionável. 
Nalgumas edições brilharam, em outras foram bem acima da média (é só procurar no blog as matérias anteriores), mas nesta ultima algumas coisas não funcionaram tão bem, que sublinhamos assim como elogiamos e muito todas as outras participações.

Boas escolhas de entradas, como o "quibe cru" de salmão, saboroso mas em porção minuscula. O trio de mezzes é melhor pedida, bom pate de pimentão, o já consagrado hommus da casa e a coalhada seca que nos trocamos pelo babaganush; sabores clássicos e típicos, marcantes, o que o cliente espera quando chega a um restaurante étnico.







Nos principais, a  kafta em molho jabuticaba (já tinham feito esse prato em outra edição), foi correta, tamanho padrão e saborosa, mas nada memorável; boa escolha do arroz com aletria e acompanhamento...mesmo que eu morra pela batata a  libanesa que eles fazem, o arroz, mais neutro, era a combinação mais adequada.
















Numa das outras opções que o menu oferecia a derrapada foi seria: uma alcatra gorduchona e dura, sem tempero oriental algum e acompanhado duma salada; prato fraco, pouco representativo da  culinária oriental, improprio do Arabia.

Uma excelente sobremesa, em sabor e em tamanho, fez esquecer em parte o grande erro da alcatra.
Brownie com a umidade certa, e bem acompanhado dum refrescante sorvete neutro, para cortar a doçura do chocolate.


Eu sou fã do Arabia, tal vez seja um dos restaurantes que mais frequento...nesta edição as porções se ajustaram demais e a alcatra não funcionou, mas isso não significa se perder a oportunidade de visita-los.
Simplesmente é questão de evitar a alcatra no principal, pois além da kafta eles também colocam no cardápio outras alternativas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

RESTURANT WEEK 2015 - HUACO

HUACO - Restobar Peruano

 VAI JÁ!  -   VAI JÁ?? 

Duas sensações completamente diferentes em duas visitas separadas por 10 dias.



Na primeira visita eu postei e elogiei muito a proposta do Huaco, e escrevi isto: 

É possível sim!
Quando o evento Restaurant week chega a São Paulo geralmente temos dos bandos: aqueles que pagam o fee aos organizadores para aproveitarem e faturar, sem visão alguma de futuro, e a outra, entre os quais esta HUACO, que aproveitam o evento para ter um lucro minimo o nulo durante as três semanas do festival mas com um potencial lucro futuro, se expondo a um novo publico, projetando, posicionando o estabelecimento como opção de saída para esses clientes novos.
Ganhar um novo cliente também tem valor, só que alguns restaurateurs não conseguem enxergar além.

Huaco entendeu a oportunidade, o valor incalculável de ganhar novos adeptos, de seduzir no week não só pelo preço econômico mas pela comida, e por isso decidiu, com ótimo critério, servir no evento o que já acostuma estar no seu cardápio.
































HUACO é um autentico restaurante de cozinha peruana, feita e administrada por peruanos.
Abriu ha mais dum ano, no limite entre Pinheiros e Vila Madalena, e pra este SPRW chegou chegando:

Primeiro com uma cortesia fora do week, para ir matando a fome, estas batatas cozidas servidas em cubos e bem temperadinhas.







Já no menu próprio de entrada agradou e muito este ceviche, porção generosa que vale a pena sublinear
Peixe branco marinhado em leite de tigre, coentro, pimentas peruanas, cebola roxa, um ceviche clássico, com sabor marcante.


Acompanharam grãos de milho crocante e chips de batata doce...entrada contundente, em sabor, em quantidade e em autenticidade.

Entusiasmou só um pouquinho menos as "papas a la huncaína", outro prato autentico baseado em batatas cozidas com molho de pimentão amarelo servido frio.




Nos principais não duvidamos e fomos no "chaufa de pollo", arroz com cubos de frango puxados na cebolinha, bastante gengibre...tudo num molho soyu e de ostras com umas fatias de frango empanado.
Prato fusion entre a cozinha peruana e a chinesa, mas muito boa por sinal.


Fotos antes e depois da "desconstrução", em verdade queria testemunhar o tamanho da porção, que mesmo saborosa eu não consegui acabar.




Ainda o melhor estava por vir, duas sobremesas criativas, autenticas, que despertaram suspiros na minha esposa.

Este "ladrillo de pisco", uma mousse de capim santo aromatizada em pisco com base de crocante de chocolate amargo , com geleia de morango; sobremesa surpreendente, em texturas e sabores.















Não fico atras o sorvete de chicha morada, delicioso, refrescante e  diferente a tudo o que já tinha experimentado em sorvetes...Sorvete feito de milho roxo, aromatizado em canela e frutas tropicais.
Sabor exótico, uma doçura quase aditiva, e minhas papilas gustativas agradecidas.
























Uma experiencia culinária deste porte por 37,90 nas três semanas que rola o week é para não desaproveitar


Na segunda visita, a noite e com um faturamento maior (a janta no week sai por 49 reais) a desilusão foi geral, ao ponto de me perguntar se eu estava no mesmo restaurante.
"Querida, encolhi as porções!!" 
Alguém deve lembrar do filme nê ? desta vez não houve batatas de cortesia (tudo bem, não estavam obrigados) e magicamente os tamanhos das porções, tão elogiados por mim na primeira visita, se reduziram pela metade.
Fiz questão de dizer que eles aproveitavam o week como uma vitrine, colocando os mesmos pratos do menu...só que desta vez pela metade: os rolinhos de lomo são 6 pedidos fora do week e só 3 durante o evento.













A batata que era a outra opção de entrada, era minuscula, quase que uma tapa...bem diferente daquele ceviche da primeira visita.
Olhem o tamanho das porcões comparado com o prato.







Nos principais o mesmo arroz chaufa foi também reduzido, e o prato novo, o peixe, o "pescadito peruano oriental", super descritivo no site, era dum tamanho pequeno; o prato parece gigante, mas 80% dele é purê de batata e mandioquinha, o peixe é só aquele no meio da foto, pois aos lados estão os dois croquetes de arroz.




O pior estava por vir...as mesmas sobremesas que são oferecidas ao meio dia , são as da noite, e mesmo com um preço final maior as porções vieram diminutas.





Lamento aqueles que se aproximaram a Huaco tentados e seduzidos pela matéria inicial que eu publiquei, mas foi a mesma ração pela qual voltei, e com resultados completamente diferentes.
Contestado o chef, ele não reconheceu diminuição alguma, só o formato que mudou segundo ele.