sexta-feira, 2 de outubro de 2015

SÃO PAULO RESTAURANT WEEK 2015: ALL SEASONS

 HONESTIDADE INQUESTIONÁVEL  




 All Seasons  sempre é um porto seguro na difícil hora de escolher um restaurante no festival do week e  nunca sair defraudado.
Nestas duas semanas que dura o festival sempre a oferta é vasta,  mas muitas vezes é enganosa, e o publico paga o que acredita ser entrada , principal e sobremesa, e no final das contas e recebendo um absurdo mix de folhas no início, e uma ridícula fruta de estação como sobremesa.

No ALL SEASONS, em cada uma das edições do Restaurant Week, sempre encontrei pratos que levam a firma do seu criador, o chef Christophe Besse.
As vezes os pratos som memoráveis, em outras nem tanto, mas nunca existe, mesmo com as restrições que impõe um preço fixo econômico de 52,90 o pensamento pequeno do clássico empresario  paulista cobiçado.
Uma minoria, como Christophe, aposta pela qualidade, acreditando no Week como uma vitrine e que os benefícios se dão no médio prazo.

Por isso aqui nunca encontro uma entrada meia boca, nesta edição do restaurant Week optei pela creme de abobora com frutos do mar, uma deliciosa creme bem temperada mas com a estrela do prato no seu interior: mexilhões, camarão, peixe e champignons 






Entrada boa, farta, suculenta...fiquei curioso com a outra, um folhado de codorna impactante visualmente quando passou pelas outras messas, que pedirei na próxima visita já agendada.
Esta entrada chega a mesa só com os ingredientes que vão dentro da creme, e ela é servida na vista do cliente, bom detalhe.

Nos principais amei o risoto de cevada (foto de capa), um grão duro mais que cozinhado por quase uma hora pelo Christophe consegue um ponto macio, cremoso.
Palmito pupunha, shitake, uva passa, tiras de frango com um toque de paprica; uma elegante cenoura crocante completava o visual do prato.
Prato de ingredientes em conta, mas que perfeitamente executados viram um prato de alta cozinha.




O outro, um salmão em dois pontos de cozimento diferentes com ravioli de champignons e salada de funcho causou uma impressão menor no meu caso, mas não na minha esposa, que o preferiu por sobre o risoto.


Nas sobremesas novas criações do Christophe:
A "déclinason" sobre o açafrão mostrou a criatividade do chef na sua máxima expressão.Todas as texturas na mesma sobremesa; O perfume do açafrão em um creme brulee, num sorvete e num abacaxi marinhado
Cada elemento nesta sobremesa tinha um porque, nada estava por acaso, mesmo o abacaxi, imprescindível para refrescar o paladar após duma colherada de creme brulee.
Esta sobremesa seriam três em outros restaurantes, aí o grande diferencial que eu encontro no All Seasons em cada edição.


O outro entusiasmou menos, um éclair com chocolate e morango com açúcar de confeiteiro e dadinhos de fruta.



 Proposta corretíssima, generosa, que mesmo não provocando gemidos como em outras oportunidades, confirmou mais uma vez a criatividade e a mão do chef para apresentar um menu com a sua assinatura limitado pelo valor do festival...parabéns!!

Obs: na nossa segunda visita o folhado de codorna mencionado acima cumpriu todas as expetativas, carnudo, com um molho adocicado na medida justa e crocantinho,  apos ter sido puxado num bom azeite...mais um acerto deste chefe Suiço de quem sou fã ha un tempo.



Restaurante All Seasons
Alameda Santos, 85

















sexta-feira, 18 de setembro de 2015

CHATEAU COS D´ESTOURNEL




A D2, a rota dos Chateau, fica mais bonita assim que se deixa Margaux e se encara rumo norte sentido St. Estephe, no sul oeste da França bem pertinho de Bordeaux; passando o ruralPauillac começam a desfilar pela janela do carro vários Chateaux e não tem como não se maravilhar pela arquitetura do COS D´ESTOURNEL.


O Chateau impressiona por fora, se assemelhando com um grande palácio indiano...essa semelhança não é por acaso, um dos primeiros donos, Louis Gaspard, que herdou a finca era um grande viajante, e namorado duma princesa indiana decidiu construi lo deste jeito...os portais de madeira por exemplo, foram trazidos dese Zanzíbar, e são majestosos! 



No interior, o luxo se percebe em cada canto, em cada detalhe da decoração e iluminação 



COS D´ESTOURNEL  pertence a Michel Reybier desde 2009, um milionário com investimentos importantes nesta industria, alem de ser proprietário de vinícolas fora da França e ser dono também de vários hotéis espalhados pelo mundo, com base forte na Suíça. 



 Este Deuxieme Crú Classe classificado pelo Bureau em 1855 está localizado num ponto estratégico do Médoc, e quase vizinho do mundialmente famoso Chateau Laffite, só um rio divide as duas vinícolas. 

Fomos cordialmente convidados pela atenciosa Vanessa Cahier  para uma visita privada e nos surpreendemos com todas as instalações, recentemente reformadas e ultra modernas.

 

Salas especiais onde se guardam as joias de safras históricas, tudo é dum charme sem igual.




Após da completa e educadora visita, degustamos o primeiro e o segundo vinho da casa.

  COS  D ESTOURNEL 2008 - ST.ESTEPHE  





O testado foi a safra 2008, a primeira feita apos do investimento realizado não só na revitalização e decoração estética no interior do Chateau, mas nas mudanças grandes nos seus métodos de produção do vinho, volcados ao trabalho manual e a exigentes controles  nas etapas seguintes com a ideia de tentar conservar ao máximo o sabor da fruta e interferir pra modelar os taninos.




O Cos D´ESTOURNEL 2008, safra de baixo rendimentos por hectare e de colheita tardia pelas condições climáticas do ano, se apresentou duma cor quase preta, com uma nariz algo herbácea, e nítidos aromas de frutos pretos, tabaco e cafe.

Em boca fruta generosa,cassis, cereja madura, taninos amáveis, boa densidade, final persistente.




Este blend maioritariamente cabernet sauvignon (85%), Merlot  e 2% de Cabernet Franc passou 18 messes barricado e mesmo não entregando a elegância sobressaliente que achei no Pontet Canet é um grane vinho também.
Vinho de guarda, 10 a 15 anos fácil e com ótimas condições para continuar evoluindo em garrafa, bem estocado claro .
Um vinho que se compra na Europa na faixa dos 100 Euros a garrafa.




  LES PAGODES DES COS 2008 - ST.ESTEPHE  

Este segundo vinho do Chateau, um blend predominante de Merlot e Cabernet Sauvignon com um toque de Petit Verdot, já estava pronto para ser bebido, mesmo com estrutura para evoluir engarrafado...este foi outro vinho que me arrependo não ter comprado, pois estava na faixa do 40 Euros a garrafa (170 reais).
Dum roxo escuro, em nariz ele é bem expressivo...em boca é fresco mas com carácter, bem balanceado e com taninos aveludados; final  persistente, mineral.
Talvez o mais saliente deste vinho é que expressa melhor até que o Cos o terroir de Saint Estephe: vinho bem mineral, terroso.


Agradecemos imensamente as atenções recebidas na nossa visita
Merci Estournel!!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

FERME ST CECILE - PROVENCE



OPÇÃO GOURMET NA PROVENCE FRANCESA

Jantar elegante num restaurante de autor, bem na entrada de Moustiers Saint-Marie, um povoadorzinho pictoresco perdido na Provença francesa.



Localização privilegiada do restaurante, num terreno com amplos jardins e sofisticação no salão interno. Imagino que no verão jantar o almoçar no jardim deve ser uma delicia, mas nos só ficamos uma noite em Moustiers e não ficamos para o almoço do dia seguinte.
Reservamos com antecedência este jantar, e as expetativas eram claro, grandes.
A cozinha é diferenciada sim, as matérias primas utilizadas são de primeira qualidade, a carta de vinhos especialmente escolhida para harmonizar com os pratos estava muito bem também, o RPQ pelo recebido e o pagado foi alto, mas não houve suspiros nem gemidos na mesa em nenhum dos pratos, faltou esse algo a mais que fomos procurar...talvez as minhas expetativas eram altas demais.


Salão muito agradável, serviço excelente, o lugar vale e muito a pena.
Um jantar de passos com amuse bouche, couvert, entrada, principal, queijo e sobremesa por 38 Euros por pessoa (uns 150 reais por cabeça ao cambio de hoje)  da um RPQ bom considerando a qualidade dos produtos regionais.
 








 Nas entradas, fui num clássico: este pate de foie gras (agora proibido no Brasil) estava delicioso: untuoso e de sabor marcante e diferenciado, decididamente a entrada a escolher.
 

Nos principais o porco grelhado cozinhado a baixa temperatura estava bom e em porção generosa mas não deixou essa sensação especial.
Insisto no ponto, nada que cobrar, o prato era criativo, bem preparado e temperado, mas não suspirei por ele.

Faltou sabor no peixe, os asparagos grelhados e o wasabi glasseado; no paladar da minha esposa e o meu próprio, que garfei um pouquinho do prato dela. Não sempre todas as combinações imaginadas e testadas pelo chefes são para todos os paladares.


Na França apos do prato principal se serve geralmente um queijo, antes da sobremesa...confesso que para a minha cultura gastronômica o queijo aparece no momento errado na mesa; continuo achando que é uma iguaria para comer como entrada, mais ainda se é um queijo forte e pesado como o queijo de cabra.Aqui é servida com uma torradinha e um molho adocicado para dar equilíbrio...respeito e muito a gastronomia francesa mas na nossa mesa não funcionou.

Nas sobremesas a mousse de chocolate estava no ponto certo de cremosidade e boa qualidade do chocolate regional utilizado... e muito bem acompanhado dum sorvete refrescante e damasco da região.


O "sablé choco 72% Cassis" , um sable de chocolate ao 72% e da região do costeira de Cassis acompanhado de sorvete gerou expetativa, e esperávamos algo a mais do que o resultado final: uma boa sobremesa mas sem tanta pompa.







Resumo da Opera: Bom lugar gourmet no interior da Provença francesa que pelas caraterísticas do restaurante e do lugar onde se encontra o sugiro mais para o meio-dia do que a noite, para aproveitar os jardins, as macas e a natureza circundante.
Almoçar no exterior com o solzinho da primavera francesa na mesa curtindo as vistas e a natureza pinta como uma opção excelente, considerando a qualidade da comida e o preço nada proibitivo; a noite toda essa magica se perde, ficando exposta só a comida...boa, muito boa por sinal, mas não memorável.








terça-feira, 14 de julho de 2015

VILLA TRAVIGNOLI - CHIANTI

PAIXÃO FAMILIAR 



Conheci esta vinícola na ultima Expovinis aqui em sampa; fiquei impressionado pela qualidade dalgum do seus vinhos que experimentei e decidi inclui-la na minha lista de aziendas a visitar no meu passo pela região de Toscana.
Contamos claro, com o convite e a grande disposição de Giovanni Busi a tal efeito, infinita geração da família a cuidar dos negócios da vinícola.


A visita foi agradabilíssima, se percebe no ar a paixão pelo que fazem e a dedicação de toda uma vida entregada ao vinho.
Azienda pequena dumas 70 has, que faz parte do Chianti (D.O.P), numa área lindíssima da Toscana , que vale e muito a pena ser percorrida e que fica a menos de 20 km de Florença.
Giovanni é um craque, super anfitrião que nos fez sentir bem a vontade e dedicou parte do seu valioso tempo em nos mostrar todas as instalações onde seus vinhos são produzidos, estacionados e investigados.



Solo calcário, altitude de quase 400 mts, sol o dia inteiro e a proximidade com os Apeninios são as caraterísticas principais do terroir desta parte do Chianti e desta azienda em particular.

Falando em vinhos, tivemos uma boa amostra de tudo o que ali se produz, e degustamos também um tesouro, um Tegolaia safra 2000 que o Giovanni tirou da sua coleção especial e fez questão de abri só para nos.




Um vinhaço que ainda estava impecável e que como sempre comento, vinhos muito estacionados ou de guarda precisam dum tempo para se abrirem e mostrar todo o seu potencial.
No caso deste Tegolaia 2000 Chianti Ruffina Riserva a cor e o persistente final de boca se manteiam intatos assim que aberto, seguramente se tivéssemos voltado a beber a outra metade da garrafa o dia seguinte, deixando -lo evoluir 24 hs, as sensações seriam insuperáveis.
Faltou algo de nariz logico, mas é obvio que um exemplar deste tipo e desta guarda não ia conseguir despedir todas as suas fragrâncias aos 15 minutos de aberto.
Um grande vinho que me arrependo não ter perguntado se estava a venda, para degustar em casa com os tempos necessários de abertura que eu preciso para fazer uma avaliação completa.




Degustamos praticamente toda a linha de produção, começando por um chardonnay com um toque de sauvignon blanc bem frutado e pronto para beber: fresco, sem madeira e sem mistérios, o Villa Travignoli Gavigano IGT.
Vinho elegante, intenso em nariz, comprador, saboroso em boca e de persistência media.
Não pretende ser mais do que é, e entrega bastante em função do seu valor nominal.






Seguimos com o VILLA TRAVIGNOLI CHIANTI RUFINA D.O.C.G, um sangiovese que passa 6 messes barricado e mais outros 6 em inox.
Uma nariz sedutora e prometedora com toques florais e fruta vermelha, cereja, ameixa..
Vinho com corpo médio, no palato se bebe fácil, honesto, franco e de muito bom RPQ na faixa do mercado onde concorre, entre 7 e 10 Euros.





O Tegolaia - Chianti Rufina Riserva  se mostrou como um Chianti de gente grande.

A melhor sensação que tive com este vinho foi o poder de evolução que evidenciei nele; quatro ou cinco anos num chianti riserva são poucos para um vinho que passou 20 messe em madeira.. ainda esta na curva ascendente e acho que atingira todo o seu potencial em outros 3 ou quatro anos.
Dum rubi vibrante, entrega logo de cara uma nariz rica, convidativa, algo defumada.
Em boca se percebe algo da mineralidade do solo e taninos que ainda precisam ser domados; a fruta não se impõe, mas pinta ser uma clara vencedora em pouco tempo, assim que atingir o alto da curva.
Bom exemplar com alto poder evolutivo.














Passamos realmente uma tarde encantadora na azienda, checando cada um dos rincões das charmosas instalações da vinícola, testemunhando os próximos sangioveses a serem plantados como cada uma das fases da produção destes belos vinhos, da mão dum apaixonado como Giovanni, que no somente manja muito do assunto mas que tem a  vontade de compartilha-lo e a clareza de poder transmitir esse conhecimento.




















Agradecemos a Giovanni, um grande anfitrião, pela possibilidade de "assegiare" seus grandes vinhos e principalmente o tempo dedicado... uma verdadeira aula de vinhos..



















terça-feira, 7 de julho de 2015

JIQUITAIA - RELOADED

 MEMORÁVEL 

Já tinha escrito e me empolgado muito com este pequeno restaurante na Bela Vista, a dois passos da Av.Paulista comandado pelos irmãos Barros, com o Marcelo na cozinha e a doce Ana na recepção.

Nas ultimas duas visitas efetuadas, uma janta a seis em turma e uma a dois neste ultimo Sábado, o nível dos pratos,  a apresentação deles e a execução da cozinha continua num nível alto...altíssimo.

Fomos de novo na linguiça artesanal, para meu gosto ardida um pouquinho mais da conta mas que é o carimbo do chef Marcelo e na batata doce com gorgonzola nas entradas, esta ultima conseguindo aplausos na mesa: a harmonização da textura da batata com a untuosidade do gorgonzola deu o quefalar na mesa.








Nos principais experimentamos uma novidade do cardápio, as bochechas de porco.
Quatro dados generosos no ponto exato de cozimento geraram alguns suspiros e gemidos... as bochechas estavam saborosas, suculentas, carnudas e molhadinhas...outro grande nova incorporação ao menu.



O menu dos três passos está em 65 reais por barba, um preço bem razoável considerando a disparada da inflação e principalmente da qualidade dos ingredientes e da execução dos pratos.

Um dato não menor, ao menos para mim, é que continua SEM SER TAXADA a rolha da primeira garrafa de vinho.
Considerando os preços malucos e abusivos neste quesito praticados por muitos empresários gastronômicos em Sampa o Jiquitaia vira um oásis, pudendo acompanhar a minha refeição com meu próprio vinho que eu escolho da minha adega e não ficando limitado a  cartas muitas vezes fracas, incompletas e caras que muitos restaurantes oferecem.
Levei um Gavilán Crianza, um tempranillo que harmonizou e muito bem com o pato e o porco.
 

No mesmo alto nível apresentado nas bochechas de porco, continuam o pato com arroz de pato no tucupi e a moqueca, bem elogiadas em matérias anteriores (http://enogastrogringo.blogspot.com.br/2014/03/jiquitaia.html) 

 


Ainda não consegui neste restaurante virar fá dalguma sobremesa, e já experimentei varias considerando todas as visitas efetuadas.
A mousse de chocolate branca estava bem, mais do que correta porem no cheesecake faltou um lubricamento maior...a calda de frutos vermelhos resultou insuficiente ante o tamanho do bolo e a densidade do queijo.
 

Resumo da opera: Continua sendo uma das minhas primeiras escolhas na hora de sair jantar fora, a o continuara sendo, com um alto padrão mantido desde a sua abertura.

JIQUITAIA
R. Antônio Carlos, 268 - Consolação, São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2015

VENEZA - TRATTORIA BAR PONTINI

IMPERDÍVEL 

Qualquer cidade massivamente turística esta cheia de trampas gastronômicas por toda parte; Veneza não escapa a essa regra, com muitas opções em teoria econômicas mas que viram um péssimo investimento; Por toda a ilha pululam os "menus turísticos", sedutores em preço mas muito ruins em qualidade.

Dentro deste perigoso campo minado aparece no bonito bairro de Canareggio o TRATTORIA BAR PONTINI, um restaurante pequeno, não barato mas com preço muito honesto para o que culinariamente oferece.
 Veneza é uma cidade cara em todos os sentidos e nesse contexto o Pontini entrega  uma cozinha que merece ser destacada com um RPQ muito alto.

Tocou dia chuvoso, mesmo assim decidimos curtir o almoço numa das simpáticas mesinhas fora com uma lindíssima  vista para o canal(foto de capa)..

Ficamos três dias e apos um grande almoço fizemos o repeteco para a janta no dia seguinte: uma das melhores decisões gastronômicas de toda a viagem.


Na primeira visita dividimos com a minha esposa  esta excelente fritura de lulas e camarões: lulas crocantes, carnudas, fritadas em muito bom azeite, leves e saborosas. Porção justa que deu para dividir bem, abrindo o apetite enquanto os principais se produziam.





Nos principais e fui no carro chefe da casa, os spaghetti com frutos do mar: porção generosa, que tivesse ate dado para dividir, suculenta e generosa em frutos.
Tomate cereja, salsinha e alguns temperos (tomperos diria Jacquin no Masterchef) elevaram o nível do prato  realçando os frutos e a massa.
Uma grande pedida....incluso como único prato principal para duas pessoas.





A minha esposa foi numa massa recheada mas não se apaixonou por ela. Achou e achamos que não foi tão generosa assim.
Sabores marcantes na massa, camarão grande vestindo o prato mas não seria a minha primeira escolha numa futura visita.


Dividimos um excelente tiramisu para fechar o almoço com chave de ouro, a mini derrapada da massa não mudou a gratíssima impressão geral.
Tiramisu caro para os padrões do restaurante, 8 Euros, mas é um tiramisu onde garfam quatro.


O almoço saiu, com vinho da casa, um branco honesto, por 64 Euros final



No jantar do dia seguinte, novamente a chuva e o frio nos fizeram desistir de ficar fora e esperamos mesmo com reserva uns 30 minutos para nos sentarmos.

A simpatiquíssima Giada faz de tudo no bar, toma reservas, serve drinques e abastece os pedidos das mesas enquanto chineses e locais não param de chegar implorando por uma mesa. A espera resultou amena, fomos convidados com um branco da casa enquanto a mesa que especialmente queríamos se esvaziava.




O salão interno é fofo,mas nada especial... não espere luxo o requinte: este é um lugar onde o que brilha é a cozinha. E a  cozinha,ai ai ai  Jesus! 








Fomos originalmente com uma ideia mas o Fábio o camareiro, uma figuraça, sugeriu o "antipasto del Veneto", prato caro em 60 Euros mas que serviria como uma refeição completa para duas pessoas e ao mesmo tempo jantaríamos algo tipico da região.
Topamos e o resultado foi simplesmente maravilhoso!
Os pratos não pararam de chegar na nossa pequena mesa, ao ponto de não ter onde acomoda-los 
Salada do mar, polenta, sardinhas, mais camarões GG  atum, espetos de camarão com outros frutos do mar iam chegando na mesa sendo o centro dos olhares das mesas vizinhas... e esto é só parte das entradas frias.










Nem conseguimos acabar tudo isso que chegou o prato quente: uns camarões empanados envolvidos em fios de macarrão fritados provocaram os gemidos finais.
Conchas com outros frutos do mar acompanharam e muito bem o grande banquete.




Tudo isso acompanhado novamente com vinho da casa, este vez sem sobremesa pois estávamos quase explodindo, deu 70 Euros final, uns 250 reais tudo incluso, em Veneza e comendo até morrer.
Da para comer na faia dos 50 a 55 e duas pessoas, pedindo bem...
Definitivamente aconselhável,Reserva quase que obrigatória.

   

TRATTORIA BAR PONTINI
 Fondamenta Trapolin, 1268
Canareggio - Veneza