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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

CHATEAUX DU TERTRE



Grand Crú Classé desde 1855 e com a D.O.C Margaux o milenário Chateau de Tertre localizado só a 25 km de Bordeaux tem uma historia vasta e muito rica, com origens que remontam ao seculo XII. 
Em todo este milênio o Chateau passou pelas mãos de diversos proprietários de diferentes nacionalidades, e finalmente o  holandês Eric Jelgersma em conjunto com investidores belgas compraram o chateau no final do seculo XX.
O investimento deles foi grande na restauração e o resultado é  visualmente impactante... um Chateau imponente.




A visita, habitualmente paga, vale a pena pois o Chateau é realmente de filme e o tour bem completo mostra desde a explicação técnica do terroir até a degustação final passando por cada uma das etapas de produção e estacionamento do vinho.























Na"rota dos Chateau", a D2,  e a menos de 3 km deste se divisa o outro Domaine deles, o Chateau Giscours, também impressionante e aberto para visitação..



Nos tivemos uma visita fora dos padrões tradicionais e agradecemos profundamente a Adeline Maillard do serviço de visitas: a comunicação e predisposição do Chateau foi perfeita em todos os sentidos antes da visita, no mesmo dia que passamos por lá e na comunicação após da viagem.



Percorremos cada uma das áreas do Chateau, pisamos esse terroir privilegiado e apos duma detalhada  e fascinante  explicação técnica fomos na degustação propriamente dita, onde catamos os dois vinhos da vinícola.


 CHATEAU DU TERTRE 2006 MARGAUX 


Este 5eme Cru Classé é um blend de Cabernet Franc, Sauvignon e Merlot quase que em partes iguais; pertencem a vinhedos plantados a cinquenta anos.
Nariz especiada mas ainda rustica, pouco convidativa inicialmente...aos poucos foi oferecendo fruta fresca, cereja principalmente.
Em boca entrega elegância, passa pelo palato com personalidade mas um pouco austero; de corpo médio. delicado é com persistência media.Vinho equilibrado com uma madeira não invasiva.
Esperava algo a mais deste vinho, mas para dar uma opinião definitiva deverei cata lo a garrafa inteira após uma bela oxigenação; ele foi aberto para nos na hora e na minha percepção é que ele precisava respirar para expressar o que tem de melhor para oferecer.








LES HAUTS DU TERTRE 2004 


Este segundo vinho do Chateau é´um blend de C.Sauvignon (54%), Merlot e Cabernet Franc, mais um pequeno aporte do Petit Verdot.

Duma cor rubi, ele solta notas florais  e de frutas vermelhas; no paladar a fruta aparece logo de cara, taninos firmes é um final curto, sutil, sem uma persistência marcante.

É um vinho de 20/25 Euros na Europa, não me apaixonei por ele mais é uma opção interessante dum segundo vinho dum Chateau Grand Crú Classé nessa faixa de preços.

Conspirou na minha avaliação que foi bebido de manhã, é não é meu melhor horário para degustar um vinho.




















Visita agradabilíssima, atendimento nota 10, vale e muito a pena para quem planeja visitar esta área da França, agendar uma visita neste Chateau.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

CHATEAU COS D´ESTOURNEL




A D2, a rota dos Chateau, fica mais bonita assim que se deixa Margaux e se encara rumo norte sentido St. Estephe, no sul oeste da França bem pertinho de Bordeaux; passando o ruralPauillac começam a desfilar pela janela do carro vários Chateaux e não tem como não se maravilhar pela arquitetura do COS D´ESTOURNEL.


O Chateau impressiona por fora, se assemelhando com um grande palácio indiano...essa semelhança não é por acaso, um dos primeiros donos, Louis Gaspard, que herdou a finca era um grande viajante, e namorado duma princesa indiana decidiu construi lo deste jeito...os portais de madeira por exemplo, foram trazidos dese Zanzíbar, e são majestosos! 



No interior, o luxo se percebe em cada canto, em cada detalhe da decoração e iluminação 



COS D´ESTOURNEL  pertence a Michel Reybier desde 2009, um milionário com investimentos importantes nesta industria, alem de ser proprietário de vinícolas fora da França e ser dono também de vários hotéis espalhados pelo mundo, com base forte na Suíça. 



 Este Deuxieme Crú Classe classificado pelo Bureau em 1855 está localizado num ponto estratégico do Médoc, e quase vizinho do mundialmente famoso Chateau Laffite, só um rio divide as duas vinícolas. 

Fomos cordialmente convidados pela atenciosa Vanessa Cahier  para uma visita privada e nos surpreendemos com todas as instalações, recentemente reformadas e ultra modernas.

 

Salas especiais onde se guardam as joias de safras históricas, tudo é dum charme sem igual.




Após da completa e educadora visita, degustamos o primeiro e o segundo vinho da casa.

  COS  D ESTOURNEL 2008 - ST.ESTEPHE  





O testado foi a safra 2008, a primeira feita apos do investimento realizado não só na revitalização e decoração estética no interior do Chateau, mas nas mudanças grandes nos seus métodos de produção do vinho, volcados ao trabalho manual e a exigentes controles  nas etapas seguintes com a ideia de tentar conservar ao máximo o sabor da fruta e interferir pra modelar os taninos.




O Cos D´ESTOURNEL 2008, safra de baixo rendimentos por hectare e de colheita tardia pelas condições climáticas do ano, se apresentou duma cor quase preta, com uma nariz algo herbácea, e nítidos aromas de frutos pretos, tabaco e cafe.

Em boca fruta generosa,cassis, cereja madura, taninos amáveis, boa densidade, final persistente.




Este blend maioritariamente cabernet sauvignon (85%), Merlot  e 2% de Cabernet Franc passou 18 messes barricado e mesmo não entregando a elegância sobressaliente que achei no Pontet Canet é um grane vinho também.
Vinho de guarda, 10 a 15 anos fácil e com ótimas condições para continuar evoluindo em garrafa, bem estocado claro .
Um vinho que se compra na Europa na faixa dos 100 Euros a garrafa.




  LES PAGODES DES COS 2008 - ST.ESTEPHE  

Este segundo vinho do Chateau, um blend predominante de Merlot e Cabernet Sauvignon com um toque de Petit Verdot, já estava pronto para ser bebido, mesmo com estrutura para evoluir engarrafado...este foi outro vinho que me arrependo não ter comprado, pois estava na faixa do 40 Euros a garrafa (170 reais).
Dum roxo escuro, em nariz ele é bem expressivo...em boca é fresco mas com carácter, bem balanceado e com taninos aveludados; final  persistente, mineral.
Talvez o mais saliente deste vinho é que expressa melhor até que o Cos o terroir de Saint Estephe: vinho bem mineral, terroso.


Agradecemos imensamente as atenções recebidas na nossa visita
Merci Estournel!!