segunda-feira, 27 de março de 2017

CASA DE UCO

DIÁRIO DE VIAGEM - MENDOZA  - VALLE DE UCO

CASA DE UCO
  A CASA DOS SONHOS  


Quer se desconectar do mundo num lugar magico, ser absurdamente mimado recebendo atenção e atenções o tempo todo, desfrutar da elegância e o luxo, se isolar do mundo mas ao mesmo tempo, ficar  próximo de vinícolas  premium  para curtir almoços e degustações? 





Em CASA DE UCO você pode fazer tudo isso, sendo hospede, mas também proprietário da sua casa ou incluso dono do seu próprio vinhedo e do seu próprio Malbec.

Esta é a ingeniosa proposta deste empreendimento, duma arquitetura surpreendente, encravado ao pé da Cordilheira e que tenta seduzir e captar o turismo de alta gama com tudo o que um resort luxuoso de montanha pode oferecer, mas também a investidores, dando lhes a opção de comprar a sua própria parcela para construir, usufruindo as mordomias do resort ou a chance de adquirir a sua própria parcela para produzir vinho, tendo a expertos no assunto trabalhando, colhendo para você e te assessorando. 

CASA DE UCO esta na região mais verde do Valle de Uco, literalmente ao pé da Cordilheira de Los Andes, com seus eternos picos nevados.
Nos só passamos uma noite aí, de fato só tínhamos uma semana para Mendoza toda, mas deu para ver e entender a magnitude do projeto que o Juan Tonconogy encabeça.

Chegamos pela tarde e nos rendemos aos encantos do resort, que é de tirar o folego! 
Cada cantinho reserva um charme novo, sobriedade elegância e luxo em cada centímetro, o bom gosto esta em cada detalhe da decoração com o vidro como elemento distintivo, incorporando o majestoso exterior  a traves dos imensos janelões espalhados pelo resort. 
As maravilhosas vistas que esta região de Mendoza próxima a Tunuyán tem a oferecer são de filme, para não perder.


















Os quartos estão no mesmo patamar que o resort, com a madeira e o vidro como elementos centrais.
Nos pegamos a charmosíssima suite de frente para a Cordilheira, mas os quartos do outro lado tem vista para o Cordón del Plata, com direito a belicismos paisagens também!


No caso do quarto, as minhas fotos não foram tão boas e não refletem o verdadeiro charme, sugiro entrar no site deles (casadeuco.com) para ter uma real perspectiva.























Garrafa de Malbec de cortesia no quarto, cafe da manhã com produtos caseiros (o pão e as croissants são feitas no resort!), bicicletas e cavalos a disposição, Francis Mallmann e seu restaurante The Vines como vizinho, vinícolas próximas como Salentein, Monteviejo. Clos de los Siete, Cuvelier ou Giménez Rilli para curtir uma cata privada ou um almoço ao lado das vides...Paraíso para os enofilos!!














Interessante proposta para o turista, mas também para investidores, pois o Valle de Uco é reconhecido pela qualidade da suas uvas e a ideia de produzir teu próprio malbec seduz nê?



Foi um dia só, mas me senti no paraíso, ao qual voltarei proximamente com uma agenda menos complicada.

valeu Juan!! agradeço a turma do Casa de Uco que não parou de mimarmos na nossa curta visita.

Casa de Uco
Ruta 94, km 14,5
Tunuyán, Valle de Uco
Mendoza
































terça-feira, 21 de março de 2017

ANGELICA ZAPATA - CATENA ZAPATA

 ALTA GAMA DE EXC RPQ  


Admiro esta vinícola ha tempo e particularmente esta linha da Catena Zapata.
O jeito de ser pioneiro, de investir em terras e regiões que outros desprezavam ha não muito tempo atras, e de ser os impulsores do prestigio que hoje o vinho argentino tem no mundo não é pouca coisa não.  
Da mão do Ale Vigil saem estes quatro exemplares para ter bem em conta na hora da escolha:  um grande chardonnay de altura, um fresco cabernet franc, um interesantissimo cabernet sauvugnon e um glorioso malbec.





ANGELICA ZAPATA CABERNET SAUVIGNON  - CATENA ZAPATA WINES 




Um grande vinho, Argentina produz grandes cabernets, e este é um deles. A Vinícola  Catena Zapata dispensa comentários, e este vinho consegue ser, ao mesmo tempo, equilibrado, elegante, de boa estrutura, carnudo.
Bom equilíbrio entre fruta (muita ameixa madura, quase compota) e madeira (que aporta os aromas especiados, pimenta do reino),
Passa 18 meses em barricas,e é duma cor roxo intenso, muito bom final em boca, perdurável...achei ele um grande vinho.


Eu decantei ele por 45 minutos, pois quando o abri estava "duro" ainda, não tinha soltado aromas nem na rolha nem na garrafa..a oxigenação abriu ele por completo, mostrando tudo seu potencial.

Aí chega a grande pergunta, este é um vinho que aqui no Brasil sai na faixa dos 160 reais, realmente o vale?
A resposta depende de cada bolso, mas é uma compra segura para quem pode pagar, ate porque que não desiludirá a ninguém.



ANGELICA ZAPATA CHARDONNAY 



Este vinho é produzido em vinhedos a 1450 mts em Tupungato Mendoza. Essa altura da aos cultivos muita amplitude térmica, sol e calor no dia e frio a noite, perfeitas para o desenvolvimento da uva Chardonnay.
Passa 14 messes em carvalho francês, e o vinho é tudo o que um Chardonnay pode aspirar:
É untuoso em boca, quase amanteigado, super concentrado...se mostra elegante, com um perfeito final de boca, persistente.
Mistral o importa aqui, mas a piada não sai barata, é um branco acima de 150 reais.
Um dos melhores chardonnay da Argentina, já experimentei todas as safras desde o 2008 e a qualidade se mantem inalterável.

  ANGELICA ZAPATA CABERNET FRANC  
Delicado, 18 messes em barrica, algo astringente, fresco
Persistente final de boca, amável, algo doce...impacta mais em boca que me nariz, que para mim é o mais importante, não gosto de vinhos "mentirosos".

 ANGELICA ZAPATA MALBEC 


Blend de Malbecs de diferentes vinhedos, um alta gama com todas asletras.
Cada vinhedo aporta um toque distintivo e o resultado final é um show no palato.
Concentração sem perder elegância, isso é o que distingue um grande vinho dum só potente...não adianta só envelhecer o vinho em barricas de carvalho se o produto mãe não é de excepção.
Os 18 messes de barrica (50% de primeiro uso) entregam a base onde este Malbec se sustentar, a matéria prima deste Angelica Malbec é inquestionável e a mão do Alejandro Vigil faz o resto.
Aditivo, suculento, equilibradíssimo, notas florais, minerais, a fruta invade nariz e boca... um grande Malbec que custa o que vale, acima de 250 reais nestas terras.

Os Angelica Zapata, em cada uma de as suas variedades, são vinhos diferenciados, custosos, mas não caros pelo que oferecem.





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

EL PORVENIR DE LOS ANDES

 A FORÇA DO NORTE ARGENTINO 

El Porvenir de los Andes é uma das vinícolas mais conceituadas do norte argentino, região que ganha cada vez mais adeptos.
Salta, situada ao Norte de Mendoza, a região vitivinícola mais reconhecida da Argentina, produz vinhos com outra potencia, mais densos, mais igualmente grandes exponentes em muitos casos.
Experimentei uma boa amostra do que eles produzem, com excelentes sensações. 










  AMAUTA - A LINHA PURA FRUTA DO EL PORVENIR  


AMAUTA ABSOLUTO MALBEC



Linha sem madeira do El Porvenir, na sua já interessantíssima linha de entrada.
O Amauta Absoluto Malbec 2014  impressiona logo de cara pela a sua cor: um roxo quase granate. 
Nariz diferente, frutos vermelhos (cereja, guinda) mais também um mix de especias típicos dos vinhos desta região impregnam o olfato, algo licoroso.
Em boca entra doce, brincalhão, mas passa elegante, corpo médio, com um final persistente.
Um muito bom exponente dos Malbecs jovens de Salta, e numa relação preço qualidade excelente na Argentina, onde sai por menos de 100 pesos.
Aqui, a Grand Cru importa ele a exorbitantes 95 reais, mas que agora em Janeiro estão na promoção por 66.

  AMAUTA CORTE II 20014  

Os cortes (blends) desta linha tem um passo curto por madeira e das quatro opções que oferecem, experimentei duas.

Fresco, com a força do terrorir (Cafayate) e ao mesmo tempo amável, elegante corte de Cabernet com Merlot, chamado Respeto.

Sue brevíssimo passo por madeira, entre 6 e oito messes em barricas de segundo uso deixam ao vinho fresco, a madeira só ajuda ao vinho a estrutura-lo, mas não esta presente no palato.
Nariz envolvente, sedutora...os primeiros aromas já conseguem atrair a tua atenção.
Em boca confirma tudo o que a nariz prometia: impacta ao primeiro gole.  
Vinho com muita boa acidez que também entra doce em boca; é voluptuoso, suculento. de bom corpo a bom final.
Apos de ter sido pedido e bebido num restaurante em Buenos Aires conseguiu o que todo produtor deseja: que o cliente fique satisfeito e saia a comprar mais, e trouxe mais duas garrafas para beber aqui...só resta uma

.



 AMAUTA CORTE INNOVACIÓN 2015  
CABERNET FRANC - MALBEC 

Cabernet Franc e Malbec em partes iguais, com um breve passo por barricas.
Nariz convidativa, sugestiva...em boca entra doce, boa acidez; final persistente e brincalhão.
A força do malbec saltenho muito bem equilibrada pelo balsâmico cabernet franc.






















LABORUM - Linha alta gama.


  Syrah Single Vineyard 2011 - Finca Río Seco  

Syrah de altura, com a intensidade do terroir; Aqui o passo por barrica é mais prolongado, 12 messes e só de primeiro uso.
Nariz bem especiada, frutos vermelhos maduros, quase em compota. 
Boca intensíssima, potente...mesmo pronto para beber agora, talvez encontre a sua plenitude em 2018/19.
Concentração, força, estrutura media e final bem power.
Um muito bom exemplar dum vinho saltenho, desta  vez em Syrah.






O Torrontes não é uma uva muito conhecida no Brasil, mas é a uva branca insignia da Argentina, assim como o Malbec nos tintos.Porem, não é Mendoza, a província mas conhecida da Argentina pela produção de vinhos a que destaca na produção desta fantástica uva. Salta, La Rioja e San Juan são, pelas caraterísticas de seus terroirs, as mais aptas para o cultivo, aonde a uva consegue se desenvolver e expressar melhor todo o seu potencial.Este Laborum, como a maioria dos torrontes, não tem passo por madeira, pelo que se sugere sempre comprar vinhos de safras não maiores a dois anos, do momento da compra.E um vinho fresco, super aromático,bem frutado, bem equilibradinho e fácil de beber e que deve ser tomado bem frio, a diferencia dos chardonnay.Os vinhos saltenhos tem um toque selvagem, agressivo em seu tintos principalmente mas também em seus brancos, porem este consegue passar elegante, sem perder essa força do terroir; vinho com perfeito equilíbrio.
Excelente a safra 2011, mas não sugiro compra-la agora, o seu melhor momento passou já  .
Torrontes diferenciado e elegante.
A Grand Cru importa quase toda a linha desta vinícola, e muito deles estão agora com preços promocionais. longe dos assustadores números habituais.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

CARMEN LA LOCA - SÃO PAULO

  LIVING LA VIDA LOCA  

Alguns empresários vem além, não culpam a crise, enxergam um nicho não explorado e decidem que montar restaurantes de cozinha étnica a preços camaradas pode dar certo.
É o caso do Dario Taibo, brasileiro filho de espanhóis quem se associou com um argentino e decidiram começar timidamente lá na Chácara de Santo Antonio, com um restaurante pequeno, num bairro sem tão alta densidade populacional, o Maripili.
O sucesso deste restaurante espanhol deu lugar ao Museu Verônica, em Moema, maior, do próprio Dario e um ex cozinheiro do Maripili...e agora chegou a vez do Dario se espalhar com a sua terceira criação, o Carmen La Loca.


Situado ao lado do Maripili, ele oferece a mesma formula de sucesso, já comentadas neste blog em várias matérias.
Salão mais amplo, garçons cancheiros e com cintura, como foi o caso do Antonio que nos atendeu no ultimo domingo e comida boa, a preços imbatíveis na cidade.

Resultado? Os trés restaurantes vivem lotados, com clientes e proprietários felizes em partes iguais.




Uma porção generosa de tortilha espanhola ou pão amb tomaquet na faixa dos dez reais, buñuelos de queijo ou carne, berinjelas no tempura com mel, ou mollejas, especialidade do dia,  na faixa dos 20.
Cigalas a la plancha (lagostins na chapa) por 30...fomos em quatro e a conta, mesmo com gorjeta não atingiu 50 por cabeça.

Como nos outros restaurantes do grupo, a carta de vinhos é honesta e não dói no bolso, mas também a proposta inclui a rolha sem cargo, você pode levar seu próprio vinho sem custo adicional.

Dá para não se apaixonar por uma proposta dessas? Eu não tenho nada a ver com o grupo, pago meus almoços e as minhas jantas, não recibo mordomia nenhuma, nem conheço o Dario pessoalmente, mas sempre terei o imenso prazer de espalhar uma proposta deste naipe.


Falando de cozinha, todos os pratos atingiram o nível esperado, mas com um claro ganhador do almoço, as mollejas que infelizmente não fotografei.
Correta tortilha, sem se destacar tanto assim mas longe de ser fraca.


Bons buñuelos, melhores os de carne que os de queijo.


 Aquele valor da conta, menos de 50 reais por pessoa incluiu 3 sobremesas...duas tortas Santiago, que pecaram por não ter a umidade certa e a crema de arroz, tipo um creme brulé francês, ganhadora disparada.


Resumo da opera: restaurante de cozinha espanhola para ir de olhos fechados e pedir a vontade,sabendo que a conta não virara uma surpresa desagradável.

Carmen La Loca
Rua Alexandre Dumas 1152,
Chácara Santo Antonio - São Paulo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

CHATEAU PALMER



 Oh là là ! 




Outro chateau que eu tinha especial interesse em conhecer e ao qual também fomos convidados pela muito atenciosa Celine Carrion.
Localizado no rural povoado de Margaux e na ruta dos chateaux, a D2, o Palmer esta do lado do Gironda e vizinho de outros chateaux famosos, o Margaux e o d´issan entre outros..
Um chateau surpreendente em todos os sentidos, não só pelos seus excelentes vinhos.

As suas instalações o assemelham mais a uma vila, a uma aldeia, a uma comunidade do que a um Chateau clássico, só com um castelo imponente.




Essa aldeia funcionou na  antiguidade, onde cada uma das charmosas casas estavam ocupadas pelos diferentes elos da corrente de produção dos vinhos; mesmo hoje estando só algumas delas ocupadas, se percebe o espirito de como isso funcionou plenamente no passado.

















Fomos super bem recepcionados por Sylvain Ménard, que falando um muito bom espanhol nos mostrou e explicou as caraterísticas do terroir, as diversas instalações e cada um dos passos para o vinho ser finalmente estacionado.
























A didática e educativa visita de quase duas horas  acabou claro, com uma degustação dos vinhos que aqui se produzem. 



  CHATEAU PALMER 2012 - MEDOC  
Um blend extraordinário 


Blend de Merlot e Cabernet Sauvignon com um leve toque de Peit Verdot, este Chateau Palmer 3me Cru Classé 2012 mesmo jovem e sendo um vinho que eu preferiria abri lo daqui a 10 anos, já mostrou o poder de evolução que tem pela frente. 
A safra 2012 foi de contrastes e de extremo cuidado. mas o esforço veio bem recompensado no produto final, um vinho notável!.
Este Palmer é um vinho elegante, elegantíssimo...estava um pouco "duro" e talvez não permita a quem o abra agora desfrutar do ápice ao que este grande blend pode chegar. 
Charme e estilo o definiriam perfeitamente.
Uma nariz ainda fechada, discreta mas que soltou fruta preta, chá preto, ameixa
Em boca se mostra suculento,  poderoso, redondo... especiado, de muito bom corpo e taninos firmes mais amáveis. 
Nítida presença de fruta preta e pouca da madeira de primeiro uso onde o 70% do vinho dormiu de 18 a 20 messes, dando corpo mas sem virar protagonista.  
Um vinho perfeitamente equilibrado e com um final persistente, muito persistente, algo herbáceo.
Mal posso esperar para bebe lo daqui a 5/6 anos e confirmar o potencial que este vinho tem...irei juntando as moedinhas, pois é um vinho na faixa dos 350 Euros na França.

ALTER EGO 2012 - MEDOC



As dificuldades da safra, explicadas no vinho anterior, fizeram sofrer a uva, mas o resultado foi especial, uma safra extraordinária.
Este é supostamente o segundo vinho do chateau, mas numa cata a cegas passaria como um Grand Cru de qualquer Chateau, surpreendente e a um preço interessantíssimo, na faixa dos 40/60 Euros
O blend desta safra foi Merlot 51%, C.Sauvignon 40% e 9% Petit Verdot.
Rustico ainda, precisará evoluir em garrafa os próximos 5 anos, mas apresenta já toques defumados em nariz, frutas vermelhas; nariz algo floral que imagino explodira em violetas em 4/5 anos e com ´45  a garrafa aberta.
Em boca tem a textura dum primeiro vinho; suculento, taninos finos, fresco, boa fruta e uma persistência inusual para um segundo vinho.
30% deste Alter Ego passou por madeira francesa por 16 a 18 messes e deixou como resultado um vinho de bom corpo, equilibrado e com alto poder de evolução.






Agradecemos profundamente a receptividade do Chateau, a comunicação antes da chegada e todas as atenções recebidas no dia da visita e o tempo dedicado...não será a ultima!
Merci pour tout Sylvain et Celine!
Merci poir tout Palmer!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

VIEUX CHATEAU CERTAN



A PEROLA DE POMEROL 


Outro grande momento vivido nesta percorrida pelos grandes Chateaux de Bordeaux, do Medoc e Pomerol.                                                                                                                                                  
Agendamos esta visita com a atenciosa Odile Verley com muita antecedência  para visitar  a um dos Chateau mais prestigiosos de Pomerol  e fomos gratamente surpreendidos pois o nosso anfitrião foi o próprio Alexandre Thienport, talentosíssimo winemaker e proprietário do Chateau.
Alexandre é neto do Georges Thienport, que a mais dum seculo comprou estas terras.

O Chateau possui 14 hectare localizadas bem no meio da planície de Pomerol, mundialmente famosa por seus Grand Cru; estão plantadas maioritariamente com Merlot (60%), Cabernet Franc (30%), e Cabernet Sauvignon o 10 % restante.

Para entender o patamar onde ele se encontra,  é preciso sublinear que é considerado um Premier Cru nas listas no oficiais, dividindo esse privilegio com só outros oito Chateaux.


Alexandre praticamente nos deu uma aula privada de vinhos e principalmente de terroirs. um verdadeiro aprendizado que não esperávamos ter dum mestre deste naipe. 
O cara é fera e tomou parte do seu valiosíssimo tempo para nos recebermos e explicarmos também cada um dos passos para la realização dos seus vinhos.



















Alem da extensa explicação fomos convidados para percorrer as diversas áreas do Chateau, sofisticado, charmoso mas sem perder esse ar rural da região.

Pomerol, de fama mundial pelo seus vinhos, não deixa de ser um povoadorzinho pequeno, com uma igreja e uma praça central, pouco turístico em si próprio.

Aqui não tem glamour, não tem luxo... o que interessa de Pomerol é onde está geograficamente situado e seu terroir, tão abençoado que permite tirar dele vinhos extraordinários.


Após o passeio pelas instalações, Alexandre abriu seus vinhos e também amostras da safra 2012.





















VIEUX CHATEAU CERTAN
 GRAND VIN - POMEROL 2006 -


Este Vieux Chateau Certan 2006 é um blend irresistível!.
Maioritariamente Merlot (tipico desta região) com 83 % e Cabernet Franc 17% este vinho 
entrega uma maciez em boca viciante, com final persistente e refinado.
Reafirmo a ideia que este tipo de vinhos, tão elegantes e complexos, são para serem comprados, guardados com muito cuidado e abri-los no momento justo; vinho profundo, para degustar a garrafa inteira e ir descobrindo a evolução dele taça a taça.
Passa guloso mas elegantíssimo por boca..vinho complexo do qual posso imaginar o potencial, o desenvolvimento dele com o passo do tempo após uma bela guarda e uma correta oxigenação uma vez aberto.




Em nariz é rico em aromas, toques florais, frutos vermelhos e pretos, e algo de cafe.
Este vinho é um exemplar magnifico do que esta região tem para oferecer, e do que este Chateau em particular tem para surpreender. Vinhaço com todas as letras, mas um gusto não barato...a piada sai lá na faixa dos 150/180 Euros.





                                                    

VIEUX CHATEAU CERTAN
GRAND VIN -  POMEROL  2012-

Experimentamos também a safra 2012, quase que recém saída do forno....estava duro ainda o vinho e demorou um pouco em começar a mostrar seu  potencial, ate porque precisa dum envelhecimento em madeira que ainda não completou, mas já da para perceber muitas sensações e projetar outras.
E um blend diferente, como a cada safra, pois depende de como as uvas plantadas evoluirão para escolher as porcentagens justas que o winemaker considera apropriadas para que o vinho mostre tudo o que esta terra tem de excepcional.
Neste caso a proporção foi Merlot 87% - Cabernet Franc 12% e Cab. Sauvignon 1%.
Um vinho elegante, fresco, se apresenta em nariz com toques florais (violetas) e marcantes frutas vermelhas (cerejas, framboesas); em boca, mesmo estando um pouco duro no teste, se o projeta distinguido, algo terroso; final persistente e perfumado que permite sonhar com o patamar que este vinho atingira com 4 ou 5 anos de boa guarda.
Outra grande safra, para comprar, guardar e abrir no 2020.





Foi um final de éctase para uma manhã inesquecível, imensamente honrados de ter sido recebidos pelo winemaker e proprietário do Chateau, 

MERCI ALEXANDRE!!