terça-feira, 6 de junho de 2017

RIBERA DEL DUERO - BODEGA ASTER

 CHARME FRANCES - 100% RIBERA 


EGG on the road


A Rioja Alta é um centenário e poderoso player no seu habitat natural. Rioja, e ha mais de 25 anos, o grupo decidiu se expandir a outros D.O.P  incursionando também na Ribera del Duero.
Lês levou um tempo achar o terreno apropriado, aquele que permitisse desenvolver a sua ideia e filosofia até que em 1990 o achou em Anguix. Burgos, em plena D.O.P Ribera del Duero.

O Grupo se passou mais de 15 anos estudando e deixando maturar os vinhedos, vendendo nesse lapso as uvas, até que com a chegada do diretor enológico Julio Sanz se estabeleceram, baseado na qualidade e no potencial, as divisões no próprio quintal das parcelas para a produção de dois vinhos, um crianza e um de pago, o Finca El Otero. 



Muito bem recebidos por Azucena Sanz, do departamento de Relações Publicas do Aster, catamos esses dos vinhos, mais um branco denominação de origem Rias Baixas, outra incursão na expansão do grupo.
Visitamos também, claro, as modernas instalações que abrangem a própria vinícola e um hotel rural de alto padrão, com ares de chateau francês.

Mesmo algo afastada, merece e muito a pena a visita a vinícola pela qualidade do seus vinhos, pela relação preço qualidade deles e pelo entorno onde esta localizada



Quem tiver bolso para pagar um quarto aqui, na faixa dos 250 Euros com cafe da manha, janta e vinhos de cortesia inclusos, sera recompensado por um entorno mágico: paz e sossego num hotel pequeno, de atendimento personalizado,elegante e sofisticado.  




As instalações da moderníssima e vanguardista vinícola já valem a visita: o enoturismo aqui é levado a serio mas a outra escala...quem preferir evitar as multidões e fazer uma visita em grupos bem menores, Aster é uma muito boa opção.
Os pacotes começam em 15 Euros, com visita e cata.
Mas informações no próprio site da Bodega: http://www.bodegasaster.com/enoturismo









Na cata fiquei bem impressionado pela excelente relação preço qualidade do branco, D.O.P  Rias Baixas Lagar D Cervera, um aromático e frutado Albariño. Seu preço convidativo, na faixa dos 7 Euros lá, viram uma excelente opção de branco para o dia a dia.Vinho que entrega muito a mais do que se paga por ele.
Untuoso, perfumado, fácil de beber, bem fresco e com final persistente e convidativo.
Altamente recomendável, ao ponto que comprei um para bebe-lo aqui tranquilamente e dar uma opinião definitiva; Os ineptos da Tap/Azul quebraram umas garrafas, entre elas este delicioso albariño.





Dos tintos, o Aster crianza 2013, com 22 messes de barricas saiu a pouco ao mercado a um preço interessante, na faixa dos 13 Euros.Um bom crianza, com carácter e intensidade. taninos doces, final persistente, boca ampla, voluminosa; Tem potencial de crescimento ainda em garrafa, para quem decidir comprar e guardar.

A importadora Zahil esta com a safra 2010 em estoque, uma grande safra, mas a vende a proibitivos 290 Reais.

O ultimo foi o multipremiado Aster Finca El Otero 2014, das melhores parcelas da vinícola.
16 messes de barrica, ele saiu ao mercado só em Junho do ano passado.
100% tempranillo, aqui chamado também de Tinta del Pais, é potente sem perder a elegância, das coisas mais difíceis de conseguir num vinho.
Carvalho integrado e não invasivo, final persistente, equilibradíssimo.
Trouxe um para beber tranquilamente aqui, mas acho que ele vai evoluir e muito bem nos próximos três a quatro anos.


Uma visita breve mas bem proveitosa nesta elegante bodega; Agradecemos e muito o tempo dedicado mas principalmente a disposição da vinícola e de Azucena desde o primeiro contato para nos receber.

Gracias Aster!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

RIBERA DEL DUERO - MATARROMERA

 UM GIGANTE SUB-30 

EGG - on the road


Quem se cruza com os prestigiosos vinhos do grupo pode pensar estar perante a vinícolas centenárias, mas o Grupo Matarromera ainda é um jovem que não chegou aos 30, pois seu projeto começou oficialmente em 1988.
Porém, mesmo quando a juventude pode gerar inicialmente receio e uma primeira sensação de inexperiência, neste caso é definitivamente tudo o contrário, pois seu fundador Carlos Moro vem de toda uma família de vinhateiros com quase oito seculos de expertise... quase que Carlos se criou numa barrica mas que num berço e tem dedicado a vida toda ao estudo e a criação de vinhos.
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O Grupo Matarromera possui oito vinícolas: Matarromera, Emina Ribera - onde se produz o primeiro vinho do mundo sem álcool e onde está também o interessantíssimo Centro de interpretação Vinícola e Museu do vinho - Emina Rueda, ValdelosFrailes, Cigales, Cyan, Rento e a vinícola Carlos Moro em San Vicente de la Sonsierra, na Rioja Alta, que junto ao restaurante La Espadaña, os azeites extravirgens, os destilados, um Hotel Rural e até  a linha de cosméticos Esdor, extraídos dos polifenóis da pele das uvas (com propriedades anti enferrujantes), dão uma dimensão do tamanho do Grupo na atualidade.

moderníssima sala de catas e palestras no Emina Ribera



Nos visitamos só a vinícola Matarromera, com uma cata de trés vinhos de alta gama e conhecemos brevemente o Centro de interpretação Vinícola, ademas de desfrutar dum ligeiro almoço no restaurante, muito bem recebidos e acompanhados por Teresa Muñoz Velasco, do departamento de Comunicação do grupo.


A visita a vinícola é realmente interessante, se iniciando externamente nos cultivos para entender o terroir tão particular da Ribera del Duero, com um clima de grande amplitude térmica no mesmo dia, de contrastes, com verões secos e super quentes, invernos bem frios e pocas chuvas, num solo com sedimentos terciários e quaternários, argiloso, arenoso e calcário, numa altura media sobre o nível do mar de 700 mts.

Nós fomos no começo de Maio e as vides estão só começando seu processo natural de floração.
Safra esta a de 2017 que precisará de muito cuidado e a expertise dos enólogos de cada uma das vinícolas, pois a um abril quase sem chuva seguiu uma gelada forte e inesperada.






Posteriormente, percorremos as modernas instalações de Matarromera com uma clássica explicação da produção dos vinhos, desde o momento que a uva chega após ser colhida até sair ao mercado, após fermentações, guardas em barricas e estibas em garrafas.


Na nossa visita, catamos o surpreendente Matarromera branco 25º aniversario D.O. Rueda 2015, 100% verdejo fermentado em barrica.








































Super aromático e convidativo em nariz, invadido por frutos tropicais e abacaxi, algo floral, super sedutor.
Em boca se equilibra, se mostra elegante, de passo fino, fresco mas não perde essa intensidade que presumia em nariz...final de persistência médio alta.
Gostei muito ao ponto de compra-lo para bebe-lo em casa gole a gole para uma opinião mais definitiva.



Aberto ontem, dia de encerramento da matéria, confirmou todas as gratíssimas sensações do primeiro encontro: show!
Altamente recomendável, vale cada um dos 25 Euros que custa ele lã.





















2015 foi uma safra muito boa no geral para a Ribera del Duero, de rendimentos menores mas duma qualidade maior nas uvas...safra para ser considerada também na compra de tintos.
Dos tintos apresentados, o primeiro foi o Matarromera Reserva 2012, um tinto cultivado a uns 800 metros de altitude em fincas do grupo localizadas em Olivares del Duero a poucos quilômetros da vinícola, no coração da Ribera.
Passa 18 messes em barrica de carvalho mais 24 em garrafa antes de este 100% tempranillo sair ao mercado,




Visualmente se apresenta vermelho amorado com uma primeira nariz intensa e complexa.
Uma segunda já amostra frutas vermelhas (morango) e pretas (amora) e as notas próprias do seu passo por barricas: baunilha, café.
Em boca é carnudo e de bom corpo, voluptuoso, algo licoroso, com taninos amáveis.
Final persistente, bom exemplar na faixa dos 30/35 Euros lã.

O segundo e ultimo tinto foi o Matarromera Prestigio 2013,  pertencentes a vinhas velhas da finca Pago de Solanas do Grupo que saiu ao mercado agora a pouco, e que só sai naqueles anos onde o enólogo determina que a qualidade das uvas o amerita.
Uma nariz estupenda, aromática, que entrega essências bem concentradas, bem especiado. 
Em boca algo crudo ainda, quem comprar e puder esperar apreciara a diferencia.
Sensação de estar em presencia dum vinho que sera grande com a sua natural evolução (por ter alta capacidade de guarda), do que um grande vinho agora, para ser bebido já.
Eu tenho um Prestigio 2011 comprado no 2015 e que ainda não abri, sinto que a espera valera a pena.

Em definitiva uma didática visita e uma cata premium de trés grandes vinhos, alguns prontos para beber e outros que ainda não chegaram ao seu topo de evolução.






Para aqueles que tem pensado visitar a região de Ribera del Duero aconselho não menos de trés dias, preferentemente entre quatro e cinco, pois o tempo parece correr bem devagar nas vinícolas, sem presas...e não adianta tampouco não curtir o momento correndo duma pra outra.
Pesquise, cheque, surfe para escolher as vinícolas e os pacotes que mais se adaptam as seus reais interesses.
O Grupo Matarromera possui varias vinícolas e inúmeras opções aqui na região, a info pode ser checada no:
http://grupomatarromera.com/enoturismo/ e no https://www.wanatur.com/


Apos a visita fomos convidados ao restaurante do grupo:


Restaurante La Espadaña



É o restaurante da vinícola Emina pertencente ao grupo, um oásis no meio de vinhedos e vinícolas. Janelões envidraçados são destaque e integram a beleza rural da região com a boa cozinha castellana.

O dia da nossa visita nos foi apresentado um almoço leve, mas a especialidade deles são o "lechazo" (o leitão) D.O.P Segovia e o cordeiro.

Nos começamos com um salmorejo, bem tipico e clássico no sul do pais, na região de Andalucia, aqui na versão de Castilla y Leon: fresco, ideal para o verão desta região que acostuma ser bem quente, e na sequencia uma sopa.








O filé de peixe estava levinho, fritado num bom azeite e acompanhado de salada, sem mistérios.





Acompanhamos o almoço, sem seguir muito as harmonizações padrão, com um Carlos Moro, um Riojano 2015, que ainda não tinha saído ao mercado, de fato a apresentação dele era na mesma semana da nossa visita em Madri, no Museu del Prado.
Intenso, com caráter, redondinho em boca, com crianza de 12 messes em barrica. 
Um bom riojano, região que desde o 2014 é o novo nicho do Grupo Matarromera procurando ser mais um player na muito competitiva e centenária D.O.P Rioja.











Voltando a comida, destaque para a sobremesa, dividimos um lingote de chocolate intenso, bem cremoso, dando uma doçura que o meu palato precisava apos sucessivas catas.




Escassez de tempo planejado, e uma agenda nutrida para apresenta-lês um leque maior de opções da Ribera a vocês nos impediu de conhecer as outras vinícolas do grupo na região, ou ter incluso dedicado um tempo maior ao Museu do vinho, mas agradecemos e muito ao grupo, excelentemente representados porTeresa Muñoz Velasco, pelos mimos constantes durante a nossa breve visita, mas principalmente pela facilidade comunicacional, o feedback desde o primeiro dia que começamos a planejar o desembarco na Ribera del Duero.

Gracias Matarromera!

Bodega Matarromera
Ctra. Renedo - Pesquera km 30, 47359 Valbuena de Duero, Valladolid






quinta-feira, 25 de maio de 2017

RIBERA DEL DUERO

  AMOR AO PRIMEIRO GOLE   

 EGG ON THE ROAD 



A Ribera del Duero, uma região compreendida por vários municípios de Burgos, Valladolid, Segovia e Soria não foi escolhida por nós por acaso; além de ter vinícolas prestigiosas com um D.O.P reconhecido mundialmente, oferece ao visitante muito para ser visitada e admirada: castelos charmosos, mosteiros míticos, povoados com encanto e uma industria eno-turistica a par com alta gastronomia e hotelaria, tudo num entorno rural que convida a desconexão e aos prazeres.



Mesmo a historia se remontando ha 2000 anos, o Ribera del Duero como região com seu D.O. P própria e um conselho regulador tem menos de 35...muito nova se a comparamos com Rioja por exemplo; Porem, ha conseguido virar referencia mundial com seus "caldos" neste breve período.


As vinícolas que foram se instalando nesse solo especial interpretaram corretamente o interesse turístico que a região despertaria e assim começaram a desenvolver produtos e atividades para captar esse novo publico, o do turismo enológico, um nicho bem lucrativo e de varias pontas, bem cobiçado pelo perfil altamente consumidor e comprador.

Captar parte desse nicho gera lucro com as próprias visitas claro, mas também com a venda direta de vinhos, ao final é um publico cativo que as vinícolas recebem; Esse perfil de potencial consumidor que os visitantes mostram em media gerou um leque maior de produtos a serem oferecidos: azeites, queijos que as próprias vinícolas produzem ou compram de fazendeiros próximos, o que também serve para ativar as economias regionais.



A hotelaria e a gastronomia, o outro nicho explorado pelo setor para este segmento de publico também estão a altura, com opções para todos os bolsos e perfis.


A sinalização tanto nas autovias como nos caminhos vizinais são ótimas, o que permite chegar em destino sem necessidade de GPS ou aplicativos.



Nós estivemos só dois dias e vimos uma pequena amostra do que a Ribera del Duero tem a oferecer como atração turística e enológica e em breve estaremos publicando o material individualmente das vinícolas visitadas: Arzoaga Navarro, Matarromera, Pesquera Fernández, Convento de San Francisco, Emilio Moro y Áster.


O material obtido é gigantesco, as vivencias também, e mal posso esperar para ordenar as minhas ideias e sensações para volca-las aqui.
Ate lá!







sexta-feira, 7 de abril de 2017

BODEGAS ATAMISQUE

O SONHO DUM FRANCÊS 



Atamisque é uma vinícola jovem de terras recentemente adquiridas, menos duma década,  pelo belga/galo John Du Monceau.
Ele construiu uma longa carreira na industria hoteleira (ainda é um grande acionista da Accor) e decidiu atravessar o Atlântico na procura dum paraíso...e o achou em San José, Tupungato Mendoza. 

Se poderia pensar que a sua idade, 77 anos, veio só para se relaxar e curtir a natureza, mas nada disso, pelo contrario, o John soube que estas terras do Valle de Uco seriam ótimas para produzir vinho... e aí nasceu Atamisque.
O John a seus 77 anos esta mais vital do que nunca, batalhando duro neste projeto gigantesco que inclui não só a vinícola mas a fazenda, a Estancia Atamisque, vizinha com a vinícola.
 Lugar ideal para se despreocupar do mundo e curtir o golf, a piscicultura, passeios a cavalo e muito outros lazeres. 
Neste resort de campo tem até a chance de adquirir sua própria casa chave em mão com vista pra a Cordilheira, mas nos só fizemos a cata dentro da vinícola e almoçamos na estância, não deram os tempos das duas partes para conhecer a fazenda em a sua total magnitude e entender a dimensão total do projeto... talvez numa próxima visita.
Pegamos eles num dia de reuniões com importadores chineses, mas num futuro próximo já aparecera a oportunidade de bater um bom papo com um Atamisque Assemblage na taça.


Fomos recebidos pelo Adrián Vargas, um dos enólogos  da  vinícola, que contou a historia e mostrou todas as modernas instalações, alem de nos mostrar todo o procedimento de vinificação.
Papo bem educativo para mim em referencia a espumantes, que a vinícola também produz, nos explicando cada um dos passos ate chegar ao produto final.










A CATA:

Para a cata em si própria fomos acompanhados pelo anfitrião e o Coordenador de Turismo, Javier Quiroga. A cata abrangeu toda a linha Catalpa e a Atamisque (fora o Chardonnay), linhas meia e alta gama da vinícola, com surpreendentes resultados, ao ponto que acabei comprando 5 garrafas diferentes.



















CATALPA CHARDONNAY 2012

Começamos claro, pelo único branco, o delicioso Catalpa Chardonnay 2012, uma das belas surpresas do ensolarado meio~dia em San José - Tupungato. Com menos da metade do vinho barricado só 10 messes em carvalho francês de primeiro uso, mais 6 messes em garrafa antes de sair ao mercado, este chardonnay de altura surpreende pela elegância.
É delicado em nariz, super aromático, meloso, cítrico, algo de pera, caramelo.
Em boca explode voluminoso, amanteigado, mineral e bem equilibrado.
Grande Chardonnay, no meu ranking do top ten dos melhores Chardonnay argentinos.


CATALPA ASSEMBLAGE 2011





Seguiram os tintos da linha Catalpa, com um Merlot 2012 delicado e um Assamblage 2011, outra surpresa!

Com o 70% do vinho passando 12 messes por barricas e outros doce engarrafado, este blend de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (2/3) e o outro terco aportado pelo Malbec e o Merlot é sedutor ja em nariz, algo enigmático, deixando aromas florais, frutos vermelhos sem madurar e um toque herbáceo.
Boca suave, saborosa e aveludada, taninos delicados, final persistente...vinho mas bordalês
Pode e deve evoluir em garrafa ainda, outro belo exemplar que acabei me trazendo.




CATALPA MALBEC 2012


Esquentando motores e paladares chegamos ao melhor tinto da linha, o Catalpa Malbec 2012
Grande vinho, que demorou em se abrir, quem o cata apenas aberto pode se levar uma falsa ideia do produto, com uma nariz pouco convidativa ao primeiro contato.
Sou um convenzido que os vinhos devem ser desfrutados e bebidos a garrafa inteira, pelo que realtivizo as vezes algumas impressoes iniciais da cata.
Os vinhos evoluem uma vez abertos, se oxigenam e sempre a próxima taça e melhor do que a anterior.
Perante a rusticidade inicial, aos 20 minutos o vinho era outro!
Bouquet intenso na segunda nariz, amoras, ameixas bem maduras, apimentadinho e com um aroma floral que nao consegui distinguir.
Em boca -a os 20minutos- e bem oxigenado se mostrou um vinho de gente grande; doce, elegante, boa acidez, notas minerais tipicas do terroir, final contundente sem perder a elegância.





ATAMISQUE MALBEC 2011 

A estrela da família, é o carro chefe da vinícola, impulsado pelos 93 pontos que o Parker entregou a esta safra.
Esta vinho já passa 14 messes minimo em barricas de carvalho francês de primeiro uso e de primeira linha, e mais um ano em garrafa antes de sair ao mercado.
Conhecia já ele pois foi apresentado no Premium Tasting na Casa Argentina em São Paulo, do qual falei nesta matéria aqui:
http://enogastrogringo.blogspot.com.br/2014/09/premium-tasting-sao-paulo-ii.html

Nariz fechada ao começo, conseguiu  mostrar boa parte do seu potencial aos 15 minutos: fruta preta, cafe,  já uma nariz mais intensa, mais provocadora, presagiando uma boca cativante.
Boca de excelente concentração, vinho intenso, luxurioso com uma fruta bem presente viciando as papilas, mas sem perder a elegância.
Não fui numa segunda taca, do qual me arrependo profundamente...mas comprei umas garrafinhas, que estou esperando chegar de Buenos Aires, onde tive que deixar parte dos tesouros adquiridos por questões de quantidade e peso.



ATAMISQUE CABERNET SAUVIGNON 2010


Outro belo exemplar da vinícola; 14 messes barricado mais um ano em garrafa.
Nariz de frutos vermelhos, especiada.
Boca mineral, com taninos agradáveis e um final bem persistente.Também comprei.














ATAMISQUE ASSEMBLAGE 2009


Vinho de guarda.16 messes da barricas francesas de primeiro uso e mais um ano engarrafado, este blend metade Malbec e a outra metade Cabernet Sauvignon e Merlot é coisa seria.
Continua com o rasgo destacado de todos os vinhos da vinícola, a elegância, mas é muito mais do que isso:
Nariz de frutos vermelhos bem maduros, algo licoroso, levemente apimentado e uma boca super compradora,boa estrutura, boa acidez, delicado.
Vinho bem gastronômico e final persistente e viciante que pede  mais e mais...mais um dentro da caixa.



Conclusões finais:
Grande cata, conhecia alguns exemplares da linha, mas outros me surpreenderam muito gratamente.
A vinícola é muito mais do que um capricho dum milionário francês que queria ter seu próprio vinho.
A elegância, que se percebe como fio condutor em todos os rótulos, não é mais do que a dedicação, o cuidado e o investimento realizado que acabam se refletindo e muito no produto final:, vinhos de alta qualidade oferecido nas duas linhas degustadas. 
Aproveite se viaja lá pois a relação preço qualidade é excelente.






RESTAURANTE RINCON ATAMISQUE




Com a supervisão de Chantal, esposa du John,o restaurante encravado numa das áreas mais verdes de Mendoza é uma boa opcao para quem percorre esta área do Valle de Uco, bem mais afastada da cidade, onde se encontram alem da Atamisque, a Vinícola Salentein, a Andeluna e a Antucura entre outras.


O restaurante é simples e bem aconchegante no seu interior, mas acho que o ambiente externo deveria ser maior e mais aproveitado, para curtir a fantástica  natureza que San José em Tupungato oferece.





Almoço farto, de boa qualidade e num lugar de ensonho e com vinhos maravilhosos, faz falta alguma coisa a mais?


Dividimos esta variada taboa de frios regionais enquanto curtíamos um dos gostosos malbecs da vinícola.
Um perfeito aperitivo. 



Já nos principais, as estrelas do almoço: a truta feita no próprio criadouro da Estancia, pedida da minha esposa, e o corte suíno braseado acompanhado dum vegetais assados.





Um muito bom almoço, que fechou com chave de ouro a nossa visita...que não sera a última.

obrigado Adrián, obrigado a todos!