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quinta-feira, 25 de maio de 2017

RIBERA DEL DUERO

  AMOR AO PRIMEIRO GOLE   

 EGG ON THE ROAD 



A Ribera del Duero, uma região compreendida por vários municípios de Burgos, Valladolid, Segovia e Soria não foi escolhida por nós por acaso; além de ter vinícolas prestigiosas com um D.O.P reconhecido mundialmente, oferece ao visitante muito para ser visitada e admirada: castelos charmosos, mosteiros míticos, povoados com encanto e uma industria eno-turistica a par com alta gastronomia e hotelaria, tudo num entorno rural que convida a desconexão e aos prazeres.



Mesmo a historia se remontando ha 2000 anos, o Ribera del Duero como região com seu D.O. P própria e um conselho regulador tem menos de 35...muito nova se a comparamos com Rioja por exemplo; Porem, ha conseguido virar referencia mundial com seus "caldos" neste breve período.


As vinícolas que foram se instalando nesse solo especial interpretaram corretamente o interesse turístico que a região despertaria e assim começaram a desenvolver produtos e atividades para captar esse novo publico, o do turismo enológico, um nicho bem lucrativo e de varias pontas, bem cobiçado pelo perfil altamente consumidor e comprador.

Captar parte desse nicho gera lucro com as próprias visitas claro, mas também com a venda direta de vinhos, ao final é um publico cativo que as vinícolas recebem; Esse perfil de potencial consumidor que os visitantes mostram em media gerou um leque maior de produtos a serem oferecidos: azeites, queijos que as próprias vinícolas produzem ou compram de fazendeiros próximos, o que também serve para ativar as economias regionais.



A hotelaria e a gastronomia, o outro nicho explorado pelo setor para este segmento de publico também estão a altura, com opções para todos os bolsos e perfis.


A sinalização tanto nas autovias como nos caminhos vizinais são ótimas, o que permite chegar em destino sem necessidade de GPS ou aplicativos.



Nós estivemos só dois dias e vimos uma pequena amostra do que a Ribera del Duero tem a oferecer como atração turística e enológica e em breve estaremos publicando o material individualmente das vinícolas visitadas: Arzoaga Navarro, Matarromera, Pesquera Fernández, Convento de San Francisco, Emilio Moro y Áster.


O material obtido é gigantesco, as vivencias também, e mal posso esperar para ordenar as minhas ideias e sensações para volca-las aqui.
Ate lá!







segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DOIS MALBEC DESCONEHCIDOS QUE VALE A PENA DESCOBRIR


BUDEGUER CUATRO MIL MALBEC RESERVA 2012


Bem vindas as vinícolas jovens com produtos deste tipo! 
Desconfiei no inicio quando soube que pertencia a um mega empresário  (da Província de Tucumán)  ...achei que seria o capricho dum milionário em ter a sua própria vinícola, talvez o seja, mas este Malbec é interessantíssimo. 

 Este Cuatro mil (que é o CEP da província do empresario, uma homenagem), Malbec Reserva se apresenta dum vermelho intenso.
Parte dele é barricado 12 messes, e a madeira aqui também aporta  e não se impõe no vinho. 
Nariz dura logo de cara, mas aos 20 minutos soltou frutos pretos e vermelhos bem maduros, quase em geleia (ameixa, mora, cereja). 

Em boca é convidativo, envolvente, de boa estrutura e final frutado bem persistente. 
Não é um vinho caro na Argentina, na faixa dos 30/35 reais... boa opção.

Possuem uma linha jovem Plan B e um Cabernet Sauvignon da linha cuatro mil com bom comentários e prêmios internacionais.





 TREZ  MALBEC RESERVA 2008 




De produção limitada, este Malbec era um desconhecido aqui no Brasil.
Na faixa dos 80 reais na Argentina, este Malbec de Bodegas Deumayen (Agrelo. Mendoza) é um Malbec duma cor bem intensa, escura, antecipando já a sua potencia.

Nariz de intensidade media, vinho que se expressa melhor meia hora após de aberto: frutas maduras (ameixas, cerejas), um deixo de canela, toques florais (eu sou ruim demais para identificar cada flor, mas a nariz percebe nitidamente um toque floral e familiar).
Em boca e guloso, bom corpo... madeira presente mas não invasiva, Malbec super equilibrado, que são os que mais gosto, aqueles que conseguem ser concentrados mas sem ser selvagens, boa acidez, madeira e fruta fazendo uma boa parceria e não brigando entre elas para serem as protagonistas.
Final persistente em boca...boa dica para quem dê um pulo na Argentina.
Aqui agora ele pode ser achado no Wal- Mart e em lojas on line de vinhos na interessante faixa  dos 100 a 120 reais. 






quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DECERO MALBEC 2011

REMOLINOS VINEYARDS - AGRELO

ELEGANTE e SEDUTOR

2011 não foi um ano fácil, é uma safra que divide a os que conseguem ou não se sobrepor as adversidades climáticas.
Com a sua expertise e a Vinícola Decero (de proprietários suíços, o nome foi colocado porque começaram do zero) conseguiu produzir  este belo exemplar: o Decero Malbec Remolinos Vineyards, em Agrelo.




Boa nariz, convidativa, floral e bem frutada (cereja, ameixa, framboesas), mas o melhor aparece em boca: doce, suculenta, vinho redondo e elegante, delicado; madeira só dando estrutura, sem ser protagonista.
Final amável, sedutor com persistência media alta.
Na Argentina o preço é de 165 pesos, uns 25/30 reais...aqui os vinhos eram importados pela Anna Import, já não mais.
A vinícola se encontra na procura dum importador.

Ha pouco postei sobre o Zuccardi serie A...este custa um 20% mais na Argentina...decididamente muita melhor opção.











quarta-feira, 6 de julho de 2016

RIOJANOS: LUIS CAÑAS - MARQUES DE MURRIETA

Um tempranillo fino, elegante, bem estruturaod e complexo.

18 messes de madeira  e mais outros dois anos engarrafado antes de sair ao mercado para este grande Tempranillo com um pequeno aporte de Garnacha, Mazuelo e Graciano.
Nariz de expressividade media, floral.
Em boca é show!: equilibrado, saboroso, suculento; bem frutado e amplo.
Vinho de guarda, pelo que se sugere a sua oxigenação de ao menos 40 minutos em decanter.
É o carro chefe da vinícola, pelo que surpreende que numa produção desta escala o vinho consiga não perder a sua elegância.





LUIS CAÑAS CRIANZA 2009 


FRESCO, SUCULENTO E VERSÁTIL

Mesmo sendo das primeiras linhas desta vinícola, este Luis Canas Crianza 2009, um Tempranillo riojano com um mínimo aporte de Garnacha (5%),
é para A  Wine Spectator o melhor vinho do mundo em termos de relação preço qualidade; 
o universo de vinhos é tão grande que uma afirmação desse tipo só me gera rejeição, mas gostei do vinho e muito, e achei o RPQ dele excelente.

Vinho que passa 12 messes em barricas e mais 9 engarrafado antes de sair ao mercado.
Enquanto o Tempranillo aporta essa nariz bem típica dos vinhos riojanos, o pequeno aporte da Garnacha da essa framboesa, da o toque guloso ao vinho

É um vinho que encanta a todos os paladares pois é fácil de beber, fresco, frutado, de corpo médio, mas os 12 messes de madeira dão certa estrutura para os que procuram algo a mais. Um vinho redondo, suculento, gastronômico, com taninos suaves (pouca aspereza) e um final persistente e agradável.
Versátil, pois acompanha bem um peixe gorduroso, pratos especiados e frios como o jamón serrano e o omelette de setas que eu mandei na foto no La Boquería, em Barcelona.


Agora o grande problema, na Espanha é um vinho de 8/9 Euros...aqui tanto a importadora Decanter quanto a Vinomundi os vendem a salgados 200 reais. 

 
Experimentei também as safras 2010 e 2011, esta ultima a menos agraciada das três. 



 LUIS CAÑAS SELECCION DE FAMILIA 2009  



 As uvas destinadas aos seleção de familia são de vinhedos de 45 anos, de solos fracos e de produção baixa.
Aqui o blend é 85% tempranillo e 15 duma serie de varias castas diferentes.
Vinho mais potente, mais estruturado, passa 20 messes em barricas novas, tanto americanas quanto francesas.
O resultado é a dum vinho com caráter e personalidade, com taninos ainda amáveis e que. apos uma decantação de meia hora, se mostrou suculento, voluptuoso. final persistente e amplo mas não de sonho.
Nariz de fruta madura, algo balsâmica.
Gostei dele, mas não me apaixonei...na faixa dos 18 Euros na Europa e de 265 reais aqui.



sexta-feira, 17 de junho de 2016

TEMPRANILLOS DE GRANDE RPQ - CHIVITE 125

  CHIVITE RESERVA 2010 - COLECCION 125   



O tempranillo é a uva mai da Espanha, e geralmente aqui se conhecem só as versões dos vinhos que chegam de dois regiões muito bem posicionadas de Espanha no mundo: Rioja e Ribera del Duero.

Felizmente também existem outras, para poder apreciar esta uva desde um terroir diferente, o que tira algumas caraterísticas conhecidas mais aporta outras, chegando a um muito bom produto final como este Chivite.


O "Colección 125" serve de referencia pois este vinho foi feito para comemorar os 125 anos  da  vinícola. o reserva é o vinho ícone da serie 125, com uma meticulosa seleção de uvas e  um detalhista procedimento de elaboração.

Este Navarra, de Granja Legardeta, a uns 40 km de Pamplona, oferece uma nariz sedutora, e é elegante e complexo em boca, super equilibrado.
Em 2016 esta pronto para ser bebido. Taninos redondinhos, persistente final...tem tudo o que eu procuro num tempranillo desta faixa de preços.




















Sem importador no Brasil, na Espanha se o consegue na faixa dos 20 Euros...vale cada centavo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

CONVENTO SAN FRANCISCO - FIGUERO

  DOIS DUEROS BEM EXPRESSIVOS 


Sempre é bom achar esse vinhos que, cada um no seu segmento de preço, te entregam mais do que você inicialmente imaginava.
Estes vinhos ainda não se comercializam no Brasil, mas vale a pena aponta-los para uma próxima viagem para degusta-los lá ou traze-los na mala.

O CONVENTO DE SAN FRANCISCO 2011 é uma vinícola que ocupa os terrenos dum velho Mosteiro, já vale a pena uma visita só pela arquitetura da Bodega.



O vinho é um tempranillo claro, que passou 15 messes barricados e já seduz por uma primeira nariz intensa.
A segunda é ainda mais convidativa, gulosa.
Em boca mostra um surpreendente equilíbrio para um vinho de 10 Euros, o seu preço na Espanha.
Estruturadinho, fresco e essa intensidade a mais que o tempranillo consegue nestes solos.
Final pedindo mais, com algum toque mineral.
Muio bom RPQ pelos 13,50 Euros que paguei por ele no Club Gourmet do Corte Inglês.



FIGUERO VIÑAS VIEJAS 



A vinícola Figuero elabora este tempranillo com vides de mais de 50 anos de antiguidade. 
15 messes de madeira maiormente americana e 12 engarrafado deram a este Duero uma expressividade aromática intensa: fruta vermelha seduz logo de cara e pede boca imediatamente.
Boca de vinho de gente grande, os taninos bem amáveis, suculento, com muito carácter,  passa com elegância pelo palato com um final persistente e convidativo...para matar uma garrafa a dois numa noite só. 
Vinho que vale o que custa, uns 23 Euros lá.

Os dois vinhos se deram e muito bem com o queijo de ovelha, principalmente o Convento.