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segunda-feira, 16 de maio de 2016

PARIS - L´AS DU FALAFEL

 Glorioso Falafel  
  EGG - on the road  


No trendy bairro de Marais se ubica este restaurant/despacho de sanduíches que deixou de ser um segredo a muitos anos. 
A qualquer momento do dia se enxergam filas esperando pacientemente pelo carro chefe da casa: o falafel.
Pedido fora, o delicioso sanduíche, suculento, sai por 6 euros (24 reais), mas também existe a opção de come- lo dentro, se colocando na outra fila que se abre a direita do estabelecimento.
No  frenético salão interno é possível pedir pratos, como o da foto do capa, onde o falafel é servido com hommus, babaganush e salada e esta na faixa dos 15/20 Euros.
Também o falafel ou o shawarma em pita é uma grande pedida, com preços levemente acrecidos do que pedido fora.

O shawarma ganha uma deliciosa berinjela defumada, que faz toda a diferencia dum shawarma normal; sanduiche contundente e saboroso.




O falafel é sensacional, da para entender o porquê das filas e que o outro, na mesma localização bem na frente atravessando a rua não tenha o mesmo sucesso.
 Falafel crocante por fora e macio por dentro, difícil de conseguir quando o elemento principal é o grão de bico, normalmente seco; realmente aditivo. 
Dentro se tem a chance de comer sentado, mas não espere charme o sofisticação...o ideal é fazer a fila e se levar a iguaria para comer andando pelas animadas e chiques ruas do bairro.

  
Um imperdível quando passar por Paris...comida de rua com sabores marcantes.


L´As du Falafel 
34 Rue des Rosiers, 75004 Paris







quinta-feira, 12 de maio de 2016

PARIS - AU PETIT SUD OUEST

  RENOVADO  
EGG -on the road


Este restaurante com especialidades do sul oeste da França renovou e muito a sua cara desde a ultima vez que o visitamos em 2013.
Esta muito mais elegante por fora, mas principalmente por dentro, onde antes com o aspeito de trattoria italiana era poco convidativo e só dava vontade de pegar uma mesa fora.; esta muito mais acorde ao 7º arrondissement, o bairro chique a passos da Torre Eiffel.

A cozinha continua se especializando em foie gras e no pato, e mesmo quando não todos os pratos luziram, a proposta é honesta, regional e de terroir.
A matéria prima é inquestionável. eles usam patos só da raça mulard, todos franceses e da região Landes, onde compram dos pequenos produtores.

A grande estrela do almoço e a grande pedida é o foie gras quente na chapa, acompanhado e muito bem pelo purê de maçã. 
O purê cumpre um rol vital no prato, pois a gordura e a untuosidade do foie pedem a gritos algo adocicado que o equilibre para não ficar enjoativo.
O foie é maravilhoso, se dilui na boca... a chapa provoca esse crocante gostoso que o sela e o contêm. 



Fomos na experiencia completa do foie, o carro chefe da casa, com resultados ambíguos.
Na entrada, o foie gras cru não foi tanto de nosso agrado, deixando um muito melhor sabor de boca o mi cuit (medio cozido).
Me resultou curioso que um mi cuit ou patê seja servido só com um pão tipo pão de forma para esquentar nas torradeiras que simpaticamente se espalham pelas messas.
Num pais onde a boulangerie provoca fascinação e com tantas opções possíveis (pão rustico, baguette, pão de campo, só por mencionar alguns), achei fraco aquele que eles servem.
O mi cuit é untuoso, intenso, com aquele sabor marcante do foie, aprovadíssimo!!...pena o pão que o acompanha.





O pato, a outra pedida de prato principal, não brilhou tanto assim, opacado pelos cogumelos que o acompanhavam...eles  roubaram a cena, simplesmente maravilhosos!    Bom pato, mas outros em Paris me geraram melhores sensações. As batatas "sautés" bem valem uma menção especial também, gorduchas, arejadas por dentro e crocantes por fora. Os cogumelos são caramelizados e conservados em azeite de oliva, conseguindo um sabor único e ao mesmo tempo se garantem de ter a iguaria o ano todo.





Um Gaillac 2007, do Domaine de Pialenteu, vinho estruturadinho e no ponto para ser bebido acompanhou bem o pato e nem tanto o foie, mais o frio de Paris impediu optar pelo branco que tivesse sido definitivamente um melhor parceiro.
Igualmente boa nariz, bem frutada e uma boca agradável, fruta preta, fresco; para bebe -lo máximo neste ano, no 2017 pode começar a sua curva descendente


Resumo da opera: um lugar muito acolhedor para apreciar cozinha regional francesa, super bem atendidos pelo casal Chantal e Christian, o chef.


Sabendo pedir pode dar uns 35 Euros por pessoa, já para apreciar a experiencia foie + o pato e uma garrafa de vinho a conta da uns 45 por cabeça.
A melhor opção continua sendo se sentar nas mesinhas de fora principalmente a noite, no chique terraço no aristocrático bairro da Torre Eiffel.


Au Petit Sud- Ouest 
46 Avenue de la Bourdonnais, 75007 Paris











quinta-feira, 5 de maio de 2016

PARIS - LE RELAIS GASCON


  Sobrevalorizado  
EGG - on the road

Nem tudo o que reluz é ouro e nem tudo o que você checa pela internet é garantia duma refeição certa; Tipico caso onde tanto as redes sociais quanto os sites de viagens exageram, e um almoço padrão, meia boca vira um imperdível pelos sobrevalorizados comentários dos internautas.


O almoço executivo, a formule do meio dia sai por 12 Euros por cabeça, mas nós pedimos diretamente do cardapio, para evitar pegar o prato do dia e testar os badalados da casa.
Quando nós viajamos a uma capital gastronômica estamos dispostos a arriscar e gastar em refeiçoes, consecuentemente pretendemos que a saída se justifique, que a refeição transcenda,o que não aconteceu com o Le Relais Gascón.

Uma sopa de cebola, gratinada mas que não satisfez as expetativas criadas...uma sopa mais, sem muita elegância na apresentação e sem sabor diferenciado. Faltava leveza no queijo gratinado.
A cebola claro, marcou presencia forte, uma boa sopa para esquentar um meio-dia frio em Paris, mas sem as sensações culinárias que fomos procurar. Uma sopa de 8,50 Euros tem que se destacar, esta não passou nem perto.

Eu fui no carro chefe da casa, a famosa salada com foie gras, pato e batatas soufflé, mas tampouco me apaixonei por ela. 
É uma salada grande, generosa, que da para dividir, mas esperava mais sofisticação,
O foie é padrão, o pato defumado e outros frios embora saborosos, não justificam o preço (15 Euros) do prato. O único interessante foram as batatas.
Foi o único que pedimos, se dois carros chefes da casa não dão certo é melhor não arriscar mais.





LE RELAIS GASCON
6, rue des abbesses
75018 PARIS

segunda-feira, 2 de maio de 2016

PARIS - BISTROT CHEZ FRANCE

  A GRANDE SURPRESA DE PARIS  
                                                              EGG - on the road  

No coração do 7° arrondissement este pequeno bistrô foi a gratíssima surpresa de Paris.
Preço honesto, cozinha com cuidados na apresentação e capricho no sabor e um atendimento primoroso da host, atenta a todos os detalhes e que te faz sentir em casa na tua primeira visita.

Não foi a melhor refeição que tivemos em Paris, mas na volta da Torre Eiffel, num bistrô chique, bem decorado e intimista, pagar 30 Euros por entrada, principal e sobremesa numa cozinha diferenciada é duma relação preço qualidade excelente.

Preferimos fazer a formule de entrada e principal e principal e sobremesa, que acaba saindo 25 por pessoa...foi nossa ultima noite em Paris e meu estomago estava me passando a nota pela semana gastronômica vivida.

Pedimos como entrada os blinis em masa filo de st. marcelin. Aprovadíssima e levíssima a masa filo, envolvente e suave o queijo e correta a salada.
O único a melhorar nessa entrada é tirar o pimentão vermelho, a intensidade do seu sabor invade e tira o protagonismo de as duas estrelas da iguaria; o queijo e a masa.






Os bistrôs em Paris não tem um padrão definido, mas este da nova guarda é simpático, sóbrio, elegante e intimista





Nos principais a minha esposa acertou em cheio com o cordeiro mal passado e acompanhado de batatas ao forno com salsinha; o ponto de cozimento perfeito e segundo ela desmanchava na boca.
O meu pato, que inicialmente chegou fora de temperatura na mesa foi imediatamente substituído ao primeiro comentário; o que chegou depois (foto do capa) estava na temperatura certa e no ponto mal passado certo.
Não foi o melhor pato que eu já comi, mas corretíssimo em sabor e textura. 





O grande finale chegou com a sobremesa: o crepe de pera quente com sorvete de caramelo com um toque de sal fechou com chave de ouro a janta.
Diferentes temperaturas e uma perfeita combinação entre doce e salgado; a masa do crepe delicada, o sorvete intenso, a calda de caramelo aditiva e a pera do crepe saborosa... oh la la!


A carta de vinhos é honesta, se pode pedir por taça, por garrafa o como em nosso caso, 500 cl, dum chardonnay jovem sem mistérios...aí a conta, sem surpresas, deu 67 Euros.







Bistrô de alta relação preço qualidade, super recomendável!



quinta-feira, 28 de abril de 2016

PARIS - ABRI

  GRANDE MENU DE PASSOS   
     -  mas Á MERCÊ do Gênio -                              EGG - on the road 



Este é o tipo de lugar que sem a tecnologia de hoje você nunca descobriria; a internet e o boca a boca fizeram que este pequeno restaurante, com menos de 20 lugares, perdido no 10º arrondissement, desleixado e com a cozinha no meio do salão de apenas 4 m² este cheio o tempo todo, e que para conseguir uma mesa, ela deva ser reservada minimo com um mês e meio de antecedência.
O restaurante parece um qualquer, visualmente até rejeitável, o atendimento é rustico, a carta de vinhos é cara, mas a comida compensa absolutamente todo.


Um chef japonês servindo cozinha ocidental pode gerar
certa desconfiança inicial, mas o cara mostra uma mestria sem igual no preparo e na execução dos pratos, principalmente dos peixes, que na nossa janta foram os grandes protagonistas.

Aqui a refeição tem um valor fixo, de 49 Euros (uns 190 reais) por pessoa, já com o serviço incluso mas sem bebidas e a janta é o que o chefe Katsuaki Okiyama escolhe, pois em cada mesa não se saboreiam os mesmos passos.




No primeiro passo, um peixe crudo com gengibre, hortelã, aspáragos e azeitonas pretas: saboroso, refrescante, um bom amouse bouche para abrir o apetite





O segundo passo gerou os primeiros gemidos na mesa: um St Jacques com emulsão de  aspáragos: um peixe comum levado ao ponto de grandiosidade: crocante, carnudo.
o saint jaques, não só desmanchava na boca, mas a textura conseguida no ponto de cozimento é de quem manja e muito de peixes.





O terceiro foi uma sopa, até para enxaugar a boca apos dois peixes e  dar uma quebrada...mas não era qualquer sopa não: uma abobora cremosa, doce quase aditiva, consistente e com uma textura sublime! A emulsão de maçã deu um efeito visual, mas não aportou grande coisa ao palato... não precisava.





4 passo (foto de capa): O grande segredo deste prato foi o ponto do peixe...inacreditável!
Peixe suculento, carnudo, cozido até o ponto certo a uma temperatura seguramente baixa com aspáragos e emulsão de coco.
Eu não era tão fá assim do peixe, mas só porque até hoje ninguém tinha atingido esse nível de perfeição nos pontos de cozimento, o verdadeiro segredo deste restaurante, ao nível de estrela Michelin pela comida.





Quinto e último passo antes da sobremesa veio o pato, que foi o que o chef escolheu pra nos, embora bem apresentado e bem acompanhado de batatas bem aromatizadas não sobressaiu.
Aqui não tem conversa, se você viu passar um prato que te alucinou, melhor esquece-lo porque pode não ser aquele escolhido para a tua mesa. 






Um caro Chateau Le Puy 2011 não acompanhou tão bem a janta, mas a carta é cara e tampouco existe por parte do pessoal, que fala um rudimentário francês e nada de inglês, sugestões na hora de harmonizar a comida com o vinho.O vinho é frutado, fresco, boa acidez mas com uma nariz austera e carece de profundidade, sem capas...plano do começo ao fim; Dum vinho deste valor espero outra coisa.








A sobremesa deixou um sabor agridoce, nada que cobrar da que foi servida, o millefeuille de maçã com um delicioso sorvete  de baunilha foi de excelente execução...a finura e o sabor da lamina de maçá regada em açúcar de confeiteiro ainda a deixou mais delicada e melhor apresentada , mas vimos passar para outra mesa uma de chocolate que tivéssemos gostado que chegasse na nossa.


A rigidez do sistema impede a escolha ou a troca, o que pode deixar, como em nosso caso, um certo aborrecimento; ao final das contas você paga pela refeição e fica á mercê do que o gênio japonês decide, ficando unicamente ao critério dele o que cada mesa deve comer.
Seria muito melhor que TODOS recebessem a mesma refeição, aquiloo que o cara escolheu para esse dia, ou, operativamente mais complicado claro, que a mesma mesa reciba pratos diferentes para apreciar todas as iguarias do restõ, mas ver passar pratos sublimes e não saber se você vai recebe-lo é um tanto cruel e déspota por parte do chef. 


A conta atingiu 134 Euros, mas 36 foram do vinho, e as opções menores a trinta são escassas.

Em definitiva, restaurante de passos sem meias tintas...um chef brilhante na execução dos pratos e iguarias digna de estrelas Michelin, por um valor bem menor que nesses restaurantes, mas um tanto gênio demais para decidir o que cada mesa deve comer.
Os 49 Euros da refeição estiveram muito bem pagos, mas não sei se voltaria.

ABRI,
92 Rue du Fabourg Poissonniere - Paris

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PARIS - LA BALANÇOIRE

  INDECISO DEMAIS  
 EGG - on the road 

La Balançoire ficou gravado nas nossas memorias gustativas por causa do sensacional foie gras servido como entrada quando o visitamos em 2013: http://enogastrogringo.blogspot.com.br/2015/10/paris-gastronomia-la-balancoire.html
Tivemos a sensação que naquela vez erramos na escolha dos principais, que não sobressaíram.

Por ser um dos poucos que estavam abertos no Domingo a noite, por estar a 200 mts de onde alugamos apto esta vez e por aquele foie gras tatuado no meu cérebro é que decidimos repetir a experiencia, agora com resultados já definitivos. 

Bistrô pequeno da nova guarda em Monmartre, cozinha de autor, dono e chef canchero, atento e cordial e menu "formule" com a opção de, ante a dúvida, escolher tanto na entrada quanto na sobremesa a opção "indeciso", podendo degustar varias em versões mini.


Decidimos não matarmos e fomos só com uma entrada e uma sobremesa, até para reduzir um poco os custos, mas ao mesmo tempo, para ter uma boa amostra do que no bistrô se faz, escolhemos a "indecisa" na entrada, aquela que também traz o foie gras, mas é acompanhada por outras duas opções de entrada, reduzidas claro.
O foie gras continua sensacional, repetindo todas as excelentes sensações do 2013: cremoso, untuoso, sabor marcante, textura perfeita.
Vi passar também um teriaki de salmão com muito boa pinta, mas não estava como opção no prato dos indecisos; nele recebemos uma salada com queijo de cabra empanado, correto, e uma sopa gostosa, não memorável.




Chegamos aos principais e DE NOVO, não brilharam; eles estão corretos, só isso, e numa capital gastronômica como Paris eu espero outro patamar, outra excelência nos pratos, que sim achei em outros bistrôs do mesmo padrão.


O confit de canard, prato bem francês não desapontou mas não luziu, que era o esperado.
O pato quando cozido perde boa parte do seu sabor, eu sempre prefiro o magret de canard, o peito, que e servido mal passado.
Para o confit brilhar o molho deve ser protagonista, para adocicar, lubricar e acentuar o sabor do pato. O segredo deveria estar no molho, na forma e preparo, na marinhada, nas emulsões... aqui no La Balançoire é um prato comum, sem magica alguma.




O peixe careceu de sabor e de abundancia, outro pedida ruim. 

O maior aborrecimento foi  ainda ver um casal do lado da nossa mesa optar  por no ir na "formule" e pedir diretamente o principal como único prato; Talvez por serem clientes habituais ou pela unica escolha o mesmo prato de peixe chegou bem mais substancioso que o prato da minha esposa.
A diferencia da pedida por separado e por formule é insignificante, 2 ou 3 Euros, pelo que é injustificável a diferencia no tamanho das porções.
As minhas limitações para discutir em francês e o ambiente um tanto intimista do lugar me fizeram desistir de montar uma cena, mas para mim isso foi definitivo para não cogitar em retornar, mesmo com aquele fantástico foie gras.


Nas sobremesas dos indecisos o cheesecake de limão estava ótimo, queijo suave, fofo em perfeita harmonia com a doçura e o cítrico.  
O bolo de chocolate com nozes, embora bem apresentado e servido num copo foi só correto no sabor enquanto deixou a desejar o particular tiramisu aux brownies: nem o particular sabor do mascarpone, nem do cafe apareceram marcantes...a mistura com um brownie meia boca e sem sabor intenso não agradou.


A conta atingiu, com um bom vinho de 15 Euros, o total de 73, que achei finalmente caro pelo recebido.
Existem em Paris muitos outros bistrõs que pelo mesmo dinheiro, 30 Euros por cabeça sem vinho, entregam algo a mais.
Voltei 3 anos depois, os principais continuam sem se destacar, motivo suficiente para não retornar.


LA BALANÇOIRE
6 Rue Aristide Bruant, 75018 Paris

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PARIS - CHEZ TOINETTE

 EGG -on the road 

  Interessantíssima opção em Monmartre  


Paris esta cheio de bistrôs, aqueles de poucas mesas e de cartas enxutas geralmente com meia duzia de opções em cada passo e por um valor fixo...o problema é acertar quais são os que realmente valem a pena, aqueles que te entregam uma refeição diferente, com qualidade e quantidade e onde você sentiu que o investimento - a saída e o custo dela -  se justificaram plenamente... CHEZ TOINETTE é um deles.


Um bistrô intimista, do Monmartre da velha guarda, numa rua perdida do bairro mostram que não sempre você pode se guiar pelo aspeito exterior...se você passar pela porta desinformado com certeza não entraria, não é um restaurante que capta a tua atenção vendo -lo de fora...mas o melhor esta dentro.




Em primeiro lugar o atendimento: primoroso!! 
Os dois caras que estão no front of the house fazem tudo o que um bom restaurateur deveria fazer: receber aos clientes com um sorriso, se preocupar por eles durante a refeição e estar atento a todos os detalhes.
Eu sou observador por natureza e em referencia ao serviço fico atento ao que acontece em todas as mesas, não só na minha; na noite da visita os caras foram cálidos com um homem que jantava sozinho, reconheceram um cliente que os visitava novamente e o trato com o resto, os novos clientes que nem nos foi digno de admirar.

Falando da cozinha, ela conseguiu atingir e satisfazer aos nossos paladares gourmets com pratos diferenciados e sabores marcantes, mas sem deixar de lado a quantidade, o que redundou numa refeição de relação preço qualidade ótima.

Nas entradas eu acertei em cheio com os scallops (foto do capa): tenros, suculentos, bem gratinados.
A minha esposa se deu bem também com o queijo  st. marcelin no forno ao mel, companhado de salada.
Entradas diferentes, cheias de sabor e em tamanho correto para o primeiro passo.



Nos principais a expetativa era grande e a vara estava bem alta tanto pelo atendimento quanto pelas entradas, e também conseguiram se destacar: o meu cordeiro desmanchava na boca bem acompanhado e batatas e cenouras, prato contundente!




A outra pedida foi o excelente salmão no ponto exato, aquele onde é crocante por fora e bem selado mas macio e suculento por dentro.



Dividimos una sobremesa, pois este restaurante não tem "formule" e no havia vontde de se matar em duas.
Fomos o mi cuit au chocolat com sorvete de baunilha...delicioso.
O chocolate tipo vulcano bem meloso por dentro bem acompanhado pelo sorvete de baunilha, neutro para equilibrar a intensidade de sabor do chocolate.


 



As escolhas dos vinhos funcionaram perfeitamente com um untuoso e amanteigado Chablis do Domaine Heimbourger para as entradas e o salmão, e o Corzes Hermitage do Domaine Pradelle para o cordeiro, também untuoso, complexo e sustentado em bons taninos. 






Uma grande noite em definitiva, nossa primeira em Paris, a conta não foi tão em conta assim, talvez a unica critica porque com 4 taças de vinho, não uma garrafa, atingiu 90 Euros, 45 por cabeça.
Exstem bistrô onde jantar por menos, mesmo com uma garrafa de vinho, mas a qualidade da comida é inquestionável.


Chez Toinette
20 Rue Germain Pilon, 75018 Paris