quarta-feira, 3 de abril de 2019

PIEDRA NEGRA - ARES FRANCESES EM CHACAYES

 AIRES FRANCESES EN CHACAYES 

François Lurton criou-se numa barrica mais do que num berço: é filho de André Lurton, prestigioso viticultor de Bordeaux e dono de sete Chateaux na França. 
François Lurton se crió en una barrica más que en una cuna: es hijo de André Lurton, prestigioso viticultor de Bordeaux y dueño de siete Chateaux en Francia.

François decidiu fazer seu próprio caminho e a fins do século XX  apostou pela Argentina e pelo Valle de Uco, onde estabeleceu a sua vinícola em 1996.
François decidió emprender su propio camino y a fines del siglo XX apostó por la Argentina y por el Valle de Uco, donde estableció la bodega en 1996.

O grupo François Lurton S.A que possui vinícolas também na França, na Espanha e no Chile foi um dos pioneiros em Uco com esta vinícola, quando poucos apostavam pelo vinho nessa altitude.
El grupo François Lurton S.A. que posee bodegas también en Francia, España y Chile, ha sido unos de los pioneros en Uco con esta bodega, cuando muy pocos apostaban por el vino en esa altitud.

Recentemente se juntou com o argentino Andrés Blanchard para criar um novo projeto que produzisse só brancos; um deles, o Grand Vin me fascinou a tal ponto que o escolhi meu branco do ano e que motivou esta matéria há uns messes:  http://enogastrogringo.blogspot.com/2019/01/blanchard-y-lurton-gran-vin-2016.html 
Recientemente, se juntó con Andrés Blanchard para crear un nuevo proyecto que produjera sólo blancos; uno de ellos, el Grand Vin, me fascinó a tal punto que lo elegí mi blanco del año y que motivó esta nota hace unos meses:   http://enogastrogringo.blogspot.com/2019/01/blanchard-y-lurton-gran-vin-2016.html 


A rica história de François e este vinhaço pelo qual pirei me levaram nesta viagem por Mendoza a quer conhecer a vinícola mãe, a pioneira, pra me interiorizar do seu atual portfólio e descobrir as opções enoturísticas que oferecem, alem de sentir e respirar Chacayes, no coração de Uco.
La rica historia de François y ese vinazo que me volvió loco me llevaron en este viaje por Mendoza a querer conocer la bodega madre, la pionera, para interiorizarme de su portfolio actual y descubrir las opciones enoturísticas, sintiendo y respirando Chacayes, en pleno Corazón de Uco. 



Amavelmente recebidos por Elodie Darras, Chefa de Enoturismo da vinícola, percorremos as instalações taça em mão, além de conhecer parte do amplio portfólio, que incluí diversidade e qualidade em tintos também.
Amablemente recibidos por Elodie Darras, Jefe de Turismo de la bodega, recorrimos las instalaciones copa en mano, además de conocer parte del amplio portfolio, que incluye diversidad y calidad de tintos también.




O enoturismo esta bem desenvolvido oferecendo múltiplas experiencias, desde as clássicas até percorrer os vinhedos a cavalo, catas verticais ou visitas noturnas; Para conhece-las em detalhe e ter os valores atualizados sugiro visitar o site da vinícola: https://www.bodegapiedranegra.com/es/visite

El enoturismo aquí esta bien desarrollado ofreciendo múltiples experiencias, desde las clásicas hasta recorrer los viñedos a caballos, catas verticales o visitas nocturnas, para conocerlas en detalle y tener los valores actualizados sugiero visitar el site de la bodega: https://www.bodegapiedranegra.com/es/visite



O lugar é de sonho: a Precordillera se mostra exuberante e dominante, os vinhedos explodem em fruta nesta época do ano pre colheita e a majestosa varanda  permitem sermos testemunhas do Éden de Chacayes.


El lugar es de ensueño: la Precordillera se muestra exhuberante y dominante, los viñedos explotan de fruta en esta época del año pre vendimia y la majestuosa terraza de la bodega nos permite ser testigos del Edén de Chacayes






A visita foi mais bem clássica,acompanhados dum Vuela rosé de Pinot Gris, sutil, estilo mediterrâneo, fácil de beber.

Percorremos instalações, salas de tanques e barricas mas sem catar direto delas para saber como esta vindo a safra 18 em tintos e a 19 em brancos e rosados na sua fase inicial.





La visita fue más bien clásica, acompañados de un Vuela rosado de Pinot Gris, sutil, más mediterráneo, fácil de tomar; 
Recorrimos instalaciones, tanques y barricas pero sin catar directo de ellas como para saber como viene la 18 en tintos y la 19 en blancos y rosados en su fase inicial.
Na cata, o Vuela Sauvignon blanc com 100% de uvas de Uco é um interessantíssimo branco com muito boa rpq; Cítrico e com notas herbáceas flui rápido em boca.
Piedra Negra Pinot Gris, menos expressivo aromaticamente, entrega uma boca máis delicada...numa faixa de preços similar o sauvignon saiu na frente.
O último dos brancos oferecidos foi o Piedra Negra Reserva de Pinot Gris, muito floral em nariz e fruta verde.

De corpo leve, em boca entra fresco, não tao sedutor no inicio, mas conforme respira em taça oferece um final expressivo e comprido.Vinho diferente para analisa-lo a garrafa inteira.

En la cata, el Vuela Sauvignon Blanc con 100% de uvas de Uco es un interesantísimo blanco con muy buena rpc; Cítrico y con notas herbales, fluye rápido en boca.
El Piedra Negra Pinot Gris, menos expresivo aromáticamente, entrega una boca más delicada...en un rango de precios similar el sauvignon picó en punta.
El úlltimo de los blancos ofrecidos fue el Piedra Negra Reserva de Pinot Gris, muy floral en nariz y fruta verde.
De cuerpo ligero, en boca entra fresco y no tan seductor al inicio, pero conforme respira en copa ofrece un final expresivo y largo.Vino diferente para analizarlo a botella entera.



Na sóbria sala de degustações e com amplios janeloés ao exterior nos esperavam quatro tintos que concluímos logo na bellísima varanda.

En la sobria sala de degustaciones y con amplios ventanales al exterior, nos esperaban cuatro tintos que concluimos luego en la bellísima terraza. 












Da linha reserva impactou muito máis o Cabernet Sauvignon 2015, num ponto de evolução mais acabado e num ótimo momento para ser bebido;Nariz especiada, em boca já esta redondinho, o carvalho não invade, taninos domesticados, acidez media e um bom final, comprido.Fruta preta já madura tipo compota...para bebe-lo agora e no guarda-lo.

De la línea Reserva impactó mucho más el Cabernet Sauvignon 2015, en un punto de evolución más acabado y en un momento óptimo para su descorche.Nariz especiada, en boca está redondo, madera no invasiva, taninos domesticados, acidez media y un buen final, largo.Fruta negras más maduras...para beberlo ahora y no guardarlo.


O Gran Lurton corte argentino, corte com predominância do Cabernet Sauvignon, é o herdeiro do vinho com o qual a Piedra Negra se posicionou no mercado ha mais de 20 anos e com o qual ganhou a medalha de ouro no London Wine Challenge; Aquele era só Cabernet e desde 2011 foi substutuído por este blend com aportes de malbec.
Nesta safra 2013 tem sim barrica de primeiro uso em parte do vinho, taninos máis presentes...um cabernet dominante que da estrutura e um malbec brincahão que entrega fruta e taninos amáveis.Voluminoso em boca e final largo.
Vinho que tem tempo para percorrer em garrafa aínda, mas que mostra a sua elegância agora.
El Gran Lurton corte argentino 2013, corte con predominancia del Cabernet Sauvignon, es el heredero del vino con el cual Piedra Negra se posicionó en el mercado hace más de 20 años y con el cual ganó la pirmera medalla para un vino argentino en el London Wine Challenge; Aquel era sólo cabernet Sauvignon y desde 2011 fue sustituído por este blend con aportes de malbec.
En esta añada 2013 hay barrica de primer uso en parte del vino, taninos más presentes, un cabernet dominante que lo estructura y un malbec juguetón que entrega fruta y taninos dóciles.Voluminoso en boca y final largo
Vino que tiene recorrido en botella aún, pero que muestra su elegancia ahora. 



Impactou também claro, um dos vinhos máis representativos do terroir da vinícola, o L´Espirit de Chacayes, um corte de Malbec e Cot, um clon de Malbec.
Vinho fresco, complexo, muito floral em nariz e que está ainda na sua etapa jovem de consumo.
Mesmo sem passo por barricas, mostra uma boca muito complexa, taninos amaveis e um final de boca largo que pinta para memorável para quem o atesoure e o abra em um par de anos. 

Impactó también claro, uno de los vinos más representativos del terroir de la bodega, el L´Espirit de Chacayes, un corte de Malbec y Cot, un clon de Malbec. Vino fresco, complejo, muy floral en nariz y que está todavía en su etapa joven de consumo.Sin pasar por barricas, muestra una boca muy compleja, taninos amables y un final de boca largo que pinta para memorable para quién lo atesore y lo abra en un par de años. 

O final veio com um late harvest de Pinot gris, o Pasitea, que apaixonou a plateia feminina. El final vino con un late harvest de Pinot gris, el Pasitea, que enamoró a la platea femenia que acompañó. 
Ficamos gratamente impressionados pela qualidade dos vinhos e pela estrututra enoturística que Piedra Negra desenvolveu num paraíso chamado Chacayes...Merci!!
Quedamos gratamente impresionados con la calidad de los vinos y por la estructura enoturística que Piedra Negra desarrolló en un paraíso llamado Chacayes..Merci!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

GRAN MALBEC DE ANGELES 2014

 UM MALBEC PARA SE APAIXONAR 


Tem vinhos para todos os gostos, jovens, maduros, de guarda, com nariz mais ou menos expressiva, que passam ou não por barrica, de final curto, médio ou comprido, de regiões mais ou menos frias, de distintas alturas e tem OUTRA categoria de vinhos, os QUE EMOCIONAM...este é um deles.

Um malbec ao qual tinha tomado a placa numa degustação o ano passado em JA (Buenos Aires) e que aproveitei para me aprovisionar de 4 garrafas para serem abertas em distintos tempos, diversos anos talvez se a ansiedade e o desejo não falam mais alto...uma delas a abri agora e as sensações foram maravilhosas, melhores ainda que naquela degustação.

Levou um tempinho (curto) para se abrir por completo e me fazer apaixonar ao segundo gole.
Algo de couro em nariz que não atrapalha, especiada, frutada.

Em boca se faz difícil descrever o carrossel de sensações a que te transporta: é fluido sem ser ligeiro, é redondo sem ser "gordinho", com uma perdurabilidade em boca admirável; Muito fácil de beber, perigosamente fácil.

Eu não coloco a qualquer vinho o rotulo de aveludado, que é o tipo de vinho que mais me faz suspirar ( a ultima vez que o coloquei foi para o Teho de "ruivo" Sejanovich), mas este fez por merecer.
São poucos os que conseguem esse passo sedoso em boca, carvalho para dar corpo sem ser para nada invasivo, fruta presente e dominante sem converter ao vinho em enjoativo.

Imagino a sua evolução em garrafa e nao quero nem imaginar como ele estará num ano ou dois.

Um vinho custoso (na faixa dos 1200 pesos lá) , mas não caro pelo que entrega.


Um vinho para beber de a litros...resumindo, como fugiu o  num tweet ha um par de dias...UM VINHO DO C...





 UN MALBEC PARA ENAMORARSE 

Hay vinos vinos para todos los gustos, jóvenes, maduros, de guarda, con nariz más o menos expresiva, que pasan o no por madera, de final corto, medio o largo, de regiones más o menos friás de distintas alturas, y hay OTRA categoría de vinos, los VINOS QUE EMOCIONAN...éste es uno de ellos.

Un malbec al que le habia tomado la patente el año pasado en una degustación en JA, y del cual me aprovisioné de 4 botellas para ser abiertas en distintos tiempos, distintos años talvez si la ansiedad y el deseo no me juegan una mala pasada...una de ellas la abrí ahora y las sensaciones fueron maravillosas, aúin mejores que en aquella degustación. 

Le llevó un tiempito (corto) para abrirse por completo y enamorarme al segundo sorbo.
Algo de cuero en nariz que no molesta, especiado, frutado.

En boca se hace dificil describir el carrousel de sensaciones a la que te transporta: es fluido sin ser ligero, es redondo sin ser gordito, con una perdurabilidad en boca admirable; Muy facil de beber, peligrosamente facil.


No a cualquier vino le coloco la gran etiqueta de aterciopelado, que es el tipo de vino que más me hace suspirar (la última vez lo había hecho con el Teho del Colo Sejanovich), pero éste se lo ganó.
Son pocos los que consiguen ese paso sedoso por boca, madera para dar cuerpo pero sin ser para nada invasiva, fruta presente y dominante sin converitr al vino en empalagoso.

Imagino su evolución en botella y si está así ahora no quiero imaginarme en uno o dos años.

Un vino costoso, pero no caro para lo que entrega.

Un vino para tomar y tomar...resumiendo, como se me escapó el exabrupto en un tweet hace un par de días, UN VINO DE LA SAN PUTA.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

BLANCHARD Y LURTON GRAN VIN 2016

 MEU BRANCO DO ANO 


Tinha ouvido falar e muito deste vinho; Projeto de dum argentino e um francês, os dois de grandes famílias vinícolas em Mendoza e Bordeaux que acreditaram no potencial do terroir do Vale de Uco para a produção de grandes vinhos brancos.
As expetativas eram grandes, enormes diria, sobre este blend inusual de uvas, maioritariamente tocai, mas com bons aportes de Viognier, Pinot gris e Chardonnay.
Ele não só não defraudou nem um pouco, mas que conseguiu atingir o patamar dos meus brancos preferidos na Argentina.

Nariz complexa, bem floral, frutada e adocicada (mel) e uma boca, vou te falar, que vai mudando taça a taça, te entregando tudo o que você espera dum grande branco e mais.
Fluem os cítricos e a fruta, uma mineralidade sem excessos, fresco mais do que untuoso, um vinho delicadíssimo e equilibrado..vinho para não ser bebido extremamente frio.

Sutileza e elegância a cada gole, um vinho que não te entedia nunca.
Vinho perigosamente aditivo, a um preço (hoje) de 15 u$ lá, um rpc extraordinário.


 MI BLANCO DEL AÑO 



Había oido y mucho sobre este vino; Proyecto de un argentino y un francés, los dos de grandes familias bodegueras, uno de Mendoza y otro de Bordeaux, que creyeron en el potencial del terroir del Valle de Uco para la producción de grandes vinos blancos.

A s expectativas eran grandes, gigantes diría, sobre este blend inusual de uvas, mayoritariamente Tocai con buenos aportes de Viognier, Pinot Gris y Chardo.
No sólo no defraudo ni un poco, sino que consiguió alcanzar el nivel de mis blancos preferidos en Argentina.

Nariz compleja, bien floral, frutada y sucrosa (miel) y una boca que va mutando copa a copa entregando todo lo que se espera de un gran blanco y todavía más.

Fluyen los cítricos y la fruta, una mineralidad sin excesos, y fresco más que untuoso, un vino delicadísimo y equilibrado...un vino para no beberlo extremamente frío.

Sutileza y elegancia a cada sorbo, un vino que no te cansa nunca.
Vino peligrosamente adictivo, a un precio (hoy) de 15 dólares, un rpc extraordinario.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

GRAN ENEMIGO 2013 AGRELO - CABERNET FRANC

  MEU VELHO/NOVO GRANDE AMIGO   



Vinícola criada em 2007 e que tinha tudo para dar certo: Um referente indiscutível da industria como Alejandro Vigil se juntando com Adrianna Catena para fazer um projeto próprio, fora de Catena Zapata ao que o chamaram Aleanna.

Tive a sorte de experimentar no único Premium Tasting celebrado aqui no Brasil em 2014 a safra 2010 e tinha ficado chocado com a catega deste vinho...escrevi isto aquela vez: 

"Este Cabernet Franc é delicioso, elegante, sofisticado e com um final de boca de filme!. 
A amabilidade do Cabernet Franc encontrou em Agrelo um terroir para expressar a sua fineza e na mão do Ale uma ferramenta genial, um parceiro de luxo para crescerem juntos na Argentina. 
Ainda não testei o mesmo vinho que ele faz em Gualtallary, um outro terroir próximo e a mais altura ...agendado também para a viagem".



A safra 2013 desse vinho de Gualtallary que não tinha testado foi pontuado o ano passado pelo guru Robert Parker com 100 pontos, sem precedentes para um vinho de Sul America. Os 100 pontos dispararam a febre dos consumidores e naturalmente os preços.
Safra do mesmo ano e custando a metade, esta este "irmão" do famoso, feito pela mesma vinícola e pelo mesmo enólogo em outro terroir: Agrelo, aquele safra 2010 que tinha me voado a peruca em 2014.


Este 2013 é um poema, duma elegância e dum equilíbrio surpreendentes!! 
Intenso, herbáceo, bem frutado mas com um passar por boca elegante, distinguido...difícil não matar a garrafa duma vez só. 
Taninos aveludados, complexidade em boca, vinho que não se parece a outros, com personalidade própria.
Sofisticação, personalidade, final de boca apaixonante...tudo o que espero dum vinho o achei nesta garrafa do Gran Enemigo, agora no seu ponto para ser aberto.

Fica a Dica
Saúde!


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 VERSIÓN EN ESPAÑOL 


 MI VIEJO NUEVO GRAN AMIGO 

Bodega creada en el 2007 y quetenía todo para que funcione: un referente indiscutible de la industria como Alejandro Vigil juntándose con  Adrianna Catena para realizar un proyecto propio, fuera de Catena Zapata y al que nombraron Aleanna.

Tuve la suerte de probar en el único Premium Tsting que se hizo aquí en Brasil en el 2014 la coosecha 2010 y me quedé shockeado con la categoria de este vino...escribí esto aquella vez:
" Este Cabernet franc es delicioso, elegante, sofisticado y con un final de película!
La amabilidad del CABERNET FRANC encontró en Agrelo un terroir para expresar su finura y en la mano de Ale una herramienta genial, un socio de lujo para crescer juntos en Argentina".


La cosecha 2013 de ese vino que no había probado fue puntuada por el gurú Robert Parker con 100 puntos, sin precedentes para un vino de Sud América; esos 100 puntos dispararon la fiebre de los consumidores y naturalmente los precios.
Una gran opción a mitad de precio es este "hermano" del famoso, hecho por la misma bodega, por el mismo enólogo en otro terroir: Agrelo, aquel de la cosecha 2010 que me había volado la peluca en el 2014.

Éste 2013 es un poema, de una elegancia e de un equilibrio sorpreendentes!
Intenso, herbal, bien frutado pero con un paso por boca elegante, distinguido...dificil no bajarse la botella de una vez.
Taninos aterciopelados, complejidad en boca, un vino que no se parece a otros, con personalidad propia.
Sofisticación, personalidad, final de boca para enamorarse: todo lo que espero de un vino lo encontré en este botella de Gran Enemigo, ahora en su punto óptimo de apertura.

Salud!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

NOSOTROS 2010 - SUSANA BALBO WINES

 NÉCTAR  



É o vinho ícone da Susana Balbo, custoso e por conseguinte com altas expetativas criadas.
Comprei ele há alguns anos, e tive a paciência necessária para abri-lo no momento que acreditei que estaria no seu ponto...felizmente não errei e a espera e a ansiedade foram amplamente recompensadas.
Os 18 messes em barricas de primeiro uso convidavam a pensar que a evolução em garrafa seria importante, e aberto agora em Novembro mostrou todo seu potencial: o passo por barricas dando estrutura mas não se apoderando do vinho, redondo, " gordito", suculento com um final  de boca que um vinho deste naipe devia ter.
Algo floral em nariz, em boca é doce e de taninos domesticados.
Um vinho que joga nestas ligas deve entregar muito pelo preço que custa, e com este Nosotros você sente que o dinheiro investido foi devolvido.

Um vinho que pelo que contam mudou e muito nas safras seguintes, mudou de terroir, o vinho se produz com uvas de outras regiões e aparentemente mudou o conceito na forma de faze~lo.
Estaremos atentos e juntando moedinhas para poder experimentar outro Nosotros de safras mais novas.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

DICAS DE VIAGENS - TRAZER VINHOS AO BRASIL






Os preços dos vinhos aqui no brasil são ridículos: importadores com margens absurdas, empresários sem escrúpulos, grandes lojas de vinhos em bairros de alto padrão que nós, consumidores, acabamos pagando um valor a mais pois só incrementam o valor da garrafa.


 Por tudo o antes apontado, a diferença entre trazer um vinho de fora quando se tem a oportunidade de viajar ou compra -lo aqui é gigantesca, ridícula, grotesca e indignante.

Só por botar um exemplo, crianças espanholes que se mexem lá na faixa dos 7/12 Euros (equivalentes a 30/50 reais) são vendidos aqui na faixa dos 130/190 reais no melhor dos casos, e considere que o preço de venda que você vê numa loja não é nem por acaso o que paga quem importa diretamente da vinícola .

Nos vinhos argentinos, onde o Mercosul diminui e muito a quantidade de impostos, as diferenças em vinhos de media/alta gama são parecidas.


 Quantidae Permitida :
As leis brasileiras permitem o ingresso de até 12 litros por pessoa, o equivalente a 15 garrafas, que não pagarão imposto desde que o valor delas não ultrapasse os 500 dólares (uns 1.850 reais hoje).
A conta é simples, a media dessa compra dá uns 123 reais por garrafa, o que da e com folga para trazer bons e grandes vinhos de Sul América ou da Europa incluso SEM TER QUE PAGAR IMPOSTO algum aqui no Brasil.

 Peso da Bagagem :
Outro detalhe importante a considerar é o peso da bagagem...neste sentido é bom saber que uma caixa de papelão com 6 vinhos pesa em media uns 9 quilos; Consequentemente os 15 vinhos a trazer pesarão em media uns 20/22 quilos.


Se a viagem é dentro do Mercosul a países produtores de vinho (Argentina/Chile) é bom pegar aquelas linhas aéreas que usam o trecho entre Brasil e esse pais como escala, como trecho dum destino final mais afastado, pois as regras dos viajes intercontinentais dobra o peso e o volumem a poder ser transportado como franquia.

  



Na Argentina, com o cambio favorável para o brasileiro hoje (10 a 1 quase), existem grandes vinhos  em todas as faixas de preços, desde os 20/50 (200/500 pesos) até os 200/250 reais, pelo que da para trazer muito e bom, até atingir o limite de ingresso isento de taxa.

Importante pedir a nota fiscal na loja onde o vinho é comprado, e por duas razoes diferentes: em primeiro lugar servira para demostrar que o total comprado no excede os 500 dólares, mas também porque com a nota fiscal e o pedido de tax free na loja, no aeroporto sera devolvido por volta dum 15% del total da compra no caso da Argentina.
Se você é um enófilo talvez seja hoje o melhor momento para visitar a Argentina e se trazer umas boas caixas, a viagem acabara saindo de graça.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Os Brancos de MATIAS MICHELINI

  IRREVERENTES  


A família Michelini revolucionou na ultima década a industria vitivinícola na Argentina, se identificando com o terroir como condição inegociável na hora de fazer vinho, usando menos madeira e mais cemento...escrevi já uma nota sobre eles aqui: aqui:  http://enogastrogringo.blogspot.com.br/2016/03/michelini-bro-zorzal-wines.html

Estes irmãos agora  tem projetos conjuntos, próprios, assessoram a outas vinícolas, de fato fica difícil seguir o trem deles pela quantidade de projetos nos quais estão envolvidos e a quantidade de rótulos de cada um deles.
Matías, que foi enólogo de grandes vinícolas em seus inícios (Luigi Bosca, Doña Paula, Finca Sophenia), mas que desde o 2009 decidiu ter a "liberdade" de fazer vinhos do jeito que ele quer, respeitando o terroir, mas não seguindo as tendencias do mercado, as que estava "obrigado" trabalhando em grandes bodegas.

Nesta matéria falaremos dalguns brancos dele, todos muito particulares e não todos para qualquer paladar.

 MONTESCO VERDES COBARDES 2014 


Blend de Sauvignon Blanc, Semillón, Chardonnay e Viognier, todas colhidas de forma anticepadamente.
O nome do vinho é significativo, foi o que Matías ouviu muitas vezes de outros enólogos em referencia a colher cedo, a ser covarde por medo a que no ultimo ciclo da uva qualquer fator climatológico  estrague ela... mas não era por conservadorismo, ele queria pegar a uva nesse momento para conseguir vinhos mais frescos, e este é um grande exponente da frescura e da expressão de Gualtallary, em Mendoza.
Mineral, fresco, facilmente bebível , relação preço qualidade alta...na faixa dos 40 reais lá na Argentina.


 VIA REVOLUCIONARIA SEMILLON HULK 2016 

Engarrafado sem filtrar e 100 % semillón. 
Reconheço a minha inexperiência com esta uva, mas foi o que menos gostei dos trés: a mineralidade e a acidez tomaram conta da primeira taça, e da segunda e da seguinte, e não acabei desfrutando dele.


 JI JI JI CHENIN BLANC 2016 
 

Vinho irreverente dum cara irreverente. irreverente desde o nome, desde o rótulo e desde o próprio vinho. .selvagemente cítrico.
Notas de limão siciliano, pera , maçã verde, grapefruit aparecem mas, a diferencia do Hulk, com uma acidez notável.
Não me apaixonei por ele, mas é um Vinho fresco, de produção limitada.sem passo por carvalho, bem mineral e algo salino.



 @MICHELINIWINE GUALTALLARY BIANCO 2009 

Poucos brancos tinham me voado a cabeça nos últimos anos, e este é um deles.
Aqui Matías (e acho que Juan Pablo Michelini também) fizeram este fantástico blend de Sauvignon Blanc, Torrontes e Semillón, com uma importante guarda e somente engarrafado em 2015 para a sua saída ao mercad.Vinho de partida limitadíssima cujo resultado foi um branco equilibradíssimo, complexo, mineral, fresco e com muita flor...Vinho surpreendente! A safra 2009 esta esgotada, mas já existem no mercado saras novas e vinhos de parcelas de este incrível @.